quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

120º Aniversário – visitantes são brindados

A Casa Agrícola Brum celebrou os seus 120 anos de existência. Para marcar tal comemoração, todas as pessoas que visitaram ontem o Museu desta Casa foram presenteadas com uma garrafa de vinho de verdelho produzido pelos Brum.

Beatrix e Andreas Eickhoff, dois simpáticos alemães de Bochum

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

No Dia Mundial das Zonas Húmidas - o antigo Paúl da Praia

(…) Próximo do areal, entre a Vila e a Serra de S. Tiago, existe uma grande lagoa denominada o Paul da Praia, onde vêm desaguar algumas ribeiras, e onde por vezes o mar entrava. Hoje, estão muito reduzidas as suas dimensões, pela grande quantidade de areia que ali se tem depositado.
A Vila da praia é atravessada por duas ribeiras: uma, que vem belo centro da Casa da Ribeira, onde se reúnem várias grotas, e atravessa a estrada litoral, a um quilómetro distante do Largo da Batalha, para vir desaguar no mar; a outra, caminha próximo á antecedente, e atravessa também a estrada, um pouco mais perto do dito largo. A primeira tem o nome de Ribeira de Santo António; e a segunda, o de Girão, no seu começo, e o de Ribeira do Belo Jardim, próximo da estrada.
Fonte: In Memória Sobre a Ilha Terceira, pág. 288, por Alfredo da Silva Sampaio, Angra do Heroísmo - Impressa Municipal – 1904.
Foto: José da Silva Maya (1901) - arquivo: Luís Mendes Brum
📷 Direitos Reservados

Foto: José da Silva Maya (ano 1901) - arquivo: Luís Mendes Brum
📷 Direitos Reservados

Obras da nova Biblioteca em avaliação

A fim de estar a par da evolução das obras da nova Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo encontra-se na Terceira a Eng.ª Nancy Gameiro. Acompanha-a o seu marido, o Eng.º Jorge Gameiro.
Nesta Ilha o casal Gameiro visitou a paisagem vitícola da freguesia dos Biscoitos.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Sessões de observação de aves na Praia da Vitória

Decorrem amanhã, Dia Mundial das Zonas Húmidas, sessões de observações de aves no Paúl da Praia e no Paúl da Pedreira (Cabo da Praia), às 09h00 e 10h00 respectivamente.

CENTENÁRIO DA REPÚBLICA: UMA TEIA DE EQUÍVOCOS


Por: Dr. Sérgio Toste (1)

Reconheçamos: este é um ano triste para os monárquicos e confrangedor para quem tenha uma visão lúcida da História nacional. Iniciaram-se as comemorações dos golpes e atentados republicanos desde os finais do século XIX até ao 5 de Outubro de 1910. Claro que é razoável defender-se o sistema republicano, mas não creio que o seja celebrar a República como a tivemos. Estas comemorações têm aquele amargo sabor da velha propaganda republicana, reincidem num vezo panfletário que, no mínimo, oculta a verdade.
Confundir Monarquia com Ditadura e promover a analogia do 5 de Outubro com o 25 de Abril não passa de retórica manca. É esquecer, de propósito, que o 5 de Outubro inaugurou um período violento, intolerante, sanguinário. É esquecer que a I República foi um regime persecutório, caluniador, ferozmente ateu, e, afinal de contas, indigno de qualquer celebração. Creio que um dos grandes equívocos deste centenário é ocultar o facto de a nossa Democracia pós-25 de Abril ter muitos mais aspectos em comum com a Monarquia Constitucional derrubada pelos republicanos do que com a I ou II República. Em Portugal, a Democracia nasceu com a Monarquia, não com a República.
Além do mais, é profundamente enganador ver a História de Portugal como um longo período de trevas à espera das luminárias (bem explosivas) da República. Portugal foi feito pelos seus Reis e pelo seu Povo. Os nomes de D. Afonso Henriques, D. João I, D. Manuel I e de D. Carlos, esse grande estadista vítima da calúnia e do terrorismo republicano, deviam bastar como prova.
Hoje, de forma serena mas persistente, afirmam os monárquicos que eleger o Chefe de Estado de cinco em cinco anos é um exercício perdulário e inútil. Podemos ficar felizes com a nossa crescente galeria de ex-Presidentes (que vivam muito anos!), mas resulta claro que tudo isto é muito mais ilógico do que a sucessão hereditária, devidamente integrada numa constituição. Basta pensarmos na “patriótica” campanha de Manuel Alegre já iniciada, para percebermos instabilidade do regime.
Num sistema de governo que depende dos partidos políticos – como os monárquicos querem que continue a ser –, um Rei é a melhor garantia de que o Chefe de Estado é isento. Um Rei, por não ter de se submeter ao desgaste eleitoral, é a garantia de que o País não depende inteiramente da retórica nem dos jogos de poder. Nós, monárquicos, afirmamos essencialmente isto: o Rei é o melhor guardião da res publica e significa um fundamental elemento de estabilidade. Um Rei não depende dos interesses coligados, não depende da eficácia das campanhas. Um Rei significa a dedicação de uma vida ao serviço do bem comum, precisamente porque não governa, mas guarda a unidade.

1 de Fevereiro de 2010, no 102.º Ano da Morte de S. M. El-Rei D. Carlos e de S.A.R. o Príncipe D. Luís Filipe


(1)-sergiotoste@gmail. com, Secretário da Real Associação da Ilha Terceira

Carlos do Carmo regressa ao Museu do Vinho

O Museu do Vinho dos Biscoitos recebeu o fadista Carlos do Carmo que, a convite da Associação Regional de Turismo dos Açores (ART), se deslocou ao Arquipélago.
Acompanhado pela esposa, Judite do Carmo, Carlos do Carmo volta a provar o Verdelho dos Biscoitos.
A primeira vez que Carlos do Carmo esteve no Museu do Vinho dos Biscoitos foi a 17 de Julho de 1993.

(17/07/1993) Carlos do Carmo com Fernando Linhares Brum,
Fernanda Bettencourt e Luís Mendes Brum.


A comitiva integrava ainda Maria João Veloso, jornalista da TAP; Marisa Cardoso, Fotógrafa; João Paulo Cardoso e José Henrique Pires Borges, guia intérprete regional

Efemérides açorianas – Fevereiro (2)

(1) 1968 - OVNI com quatro seres ataca guarda açoriano no Cabrito, Aos Cinco Picos, interior da ilha Terceira (ver aqui).
(2) 2010- A Casa Agrícola Brum completa hoje o 120º aniversário.
(3) 1894- A Filarmónica Progresso do Norte, de Rabo de Peixe, Ilha de S. Miguel, toca pela primeira vez o Hino da Autonomia, saudando os promotores da Autonomia açoriana.
(4) 1852- Nasce na Vila da Lajes, ilha do Pico, João Paulino de Azevedo e Castro, que viria a ser Bispo de Macau.
(5) 1970- Surge em Ponta Delgada, ilha de S. Miguel, o “Diário dos Açores”, fundado e dirigido por Manuel Augusto Tavares de Resende.
(6) 1912- Durante a noite um raio atinge a Memória, em Angra do Heroísmo.
(7) 1910- Falece em Angra do Heroísmo o ilustre madeirense Nicolau Anastácio de Bettencourt.
(8) 1989- Cai um avião no Pico Alto, ilha de Santa Maria.
(9) O Decreto Legislativo Regional nº 19/200/A adapta à Região Autónoma dos Açores o Decreto – Lei nº41/2001, que aprova o estatuto do artesão e da unidade produtiva artesanal e define o respectivo processo de acreditação.
(10) 1846- A escuna Balius naufraga junta da costa da ilha do Faial.
(11) 1608- Ocorrem fortes inundações em Angra.
(12) O ilustre terceirense Vitorino Nemésio Mendes Pinheiro da Silva casa em Coimbra com Gabriela Monjardino de Azevedo Gomes.
(13) 1564- Inicio duma erupção vulcânica na Lagoa do Fogo, ilha de S. Miguel.
(14) Surge desfraldada no Castelo de S. João Baptista, em Angra do Heroísmo, a Bandeira Azul e Branca, sinal da rendição castelhana, o grito jubiloso da Boa Nova explodiu por toda a ilha e não só.
(15) 1876- Nasce na Canada da Fonte, freguesia dos Biscoitos, Manuel Borges Pêcego (O Bravo), improvisador da ilha Terceira.
(16) 2007- Realiza-se na Ecoteca da ilha do Faial várias actividades sobre a política dos 3 R´s
(17) 1918- Falece em Macau D. João Paulino de Azevedo e Castro, natural da Vila das Lajes, ilha do Pico.
(18) 2006-É inaugurada uma exposição de Pintura “ Mundo Pequeno” de Eduardo Carqueijeiro na Carmina Galeria de Arte Contemporânea, Outeiro do Galhardo, freguesia da Feteira, concelho de Angra do Heroísmo.
(19) 1964- Chegam navios à Praia da Vitória com desalojados da crise sísmica na ilha de S. Jorge.
(20) 1978- Falece em Lisboa o Professor Vitorino Nemésio, poeta, escritor, romancista natural da Praia da Vitória, ilha Terceira.
(21) 1974- É inaugurado o retransmissor da Radiodifusão Portuguesa na cidade da Horta, num moinho da Espalamaca.
(22) 2006- É registado um sismo às 00:45m (hora dos Açores) com epicentro localizado a cerca de 4 km a SSW da Freguesia de Porto Formoso, ilha de S. Miguel.
23) 1876- Naufrágio da Addison na ilha do Faial.
(24) 1955- Morre em Angra do Heroísmo Luís da Silva Ribeiro, jurista, escritor e político.
(25) 1658- É nomeado, na ilha Terceira, para primeiro apontador de Obras Públicas João Coelho Rodovalho.
(26) 1879- Têm alvará a Fabrica de Tabaco Livramento, na ilha de S. Miguel.
(27) 1977- É condecorado, com a Medalha de Mérito Desportivo - Prata Dourada da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, o Sport Clube Lusitânia, Instituição de Utilidade Pública.
(28) 1835- Carta de Lei Mantém as Comarcas de Relação dos Açores
(29) Nasce Álvaro de Castro Meneses, Professor de Belas Artes, político, director da Escola Comercial Industrial Angra do Heroísmo e empresário agrícola.


Outras efemérides açorianas aqui