quarta-feira, 28 de agosto de 2013

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Ciclo do Touro (5)

Festa Brava

Alto das Covas 

“Embora comum a todos lugares desta Ilha, a festa brava em S. Pedro assume e ganha expressão única entre nós.
O arraial da toirada à corda, já clássico em S. Carlos no expirar do século XIX, bem ilustra quão viva a tradição se preserva.
-O maior «número» exterior do calendário festivo no dia de S. João, nesta Angra, Ribatejo dos Açores, sem igual no género, vivo se desenha na zona oeste da cidade.
A rua Sidónio Pais (Rua de S. Pedro), extensa e graciosa, credita-se de um poema, graças ao empenho e capricho dos seus moradores. Em alindarem varandas e janelas, transformadas em cachos humanos, com mantas de tear, vistosas nos seus arabescos coloridos, magia de artesanato feminino terceirense, válida dimensão regionalista. A airosa artéria oferece moldura garrida, exuberante de entusiasmo de desusada afluência popular, na sua maior expressão de sempre. E o mosaico de mil tons, orgia policromada, guarnece ainda o Alto das Covas e a Madre de Deus, inclusive por detrás da Escola Infante Dom Henrique.
  
O verde, o amarelo, o azul, o vermelho, o rosa, o escarlate pincelam a panorâmica maravilhosa, como se fosse imenso bouquet. Regalam-se os olhos, extasiam-se os sentidos.

Já antes do almoço, costuma a rua de S. Pedro franquear-se sugestiva, matizada, jubilosa, em auspicioso da tela empolgante que se avizinha, festa do povo por excelência, a afirmar a aficion da nossa gente pela diversão dos toiros. Feição peculiar. Quantos balcões improvisados, em madeira, sobre os ladrilhos, igual se observando com “caminhetas” apinhadas de forasteiros. Todos os lugares servem, até os mais inverosímeis, mesmo ao alcance dos bichos para gozar o espectáculo. Nos degraus de acesso aos prédios, nos terraços.

Desponta o sol, que se não escusa a engrinaldar os festejos, agora a pino, dardeja faiscante revérberos. Visão soberba, própria de cinemascópio, de pastel ilustrado. Cenário estuante e buliçoso, de castiço e tradicional ambiente, a superar o de Vila Franca, com laivos de Pamplona, mas sem igual no seu todo. A aficion terceirense concretiza-se nestes festivais galvanizantes.

Quantos milhares? Vinte mil? Quem os pode contar? E quando “suas majestades no mato” rua a cima, ou rua abaixo, na plenitude da sua fase emotiva, dominam e reinam o burburinho, a algazarra, a gritaria, a graça, as correrias, o movimento. O povo, no auge da excitação, a maioria olvidando os risos, minimizando o perigo, num desfio ao bicho, incitando-o, provocando-o, repta-o – é toiro! É toiro! – num alarde varonil, em ar de geral gáudio, folia e alarido, reminiscências vivas e ardorosas da valentia ancestral.

Desde quando esta modalidade taurina em Angra? Em 1937 lhe encontramos noticia, que julgamos ser a primeira, com a particularidade de nesse ano haver desfile de marialvas."

In Pedro de Merelim – As 18 Paróquias de Angra – Sumário histórico – 1974

XXII Festa da Vinha e do Vinho dos Biscoitos - Programa



 Sexta-feira. Dia 6 de Setembro de 2013

21h00 – Colóquio “Musica, Trabalho e Vinha”
Palestrante: Bruno Bettencourt

Seguir-se-à um “Biscoitos d’honra” com o patrocínio da Casa Agrícola Brum e Animação Musical com o grupo “Myrica faya”

Sábado, dia 7 de Setembro de 2013-08-27

“Vamos Vindimar”

14h00 - Saída do Museu do Vinho para a vinha
15h00- Carregamento das uvas e regresso do Museu do Vinho
16h00- Pisa das uvas
16h30- Bênção e prova do mosto
17h00- Jantar do Vindimadores
18h00- Baile e animação musical

Confecção do Jantar, Baile e Animação Musical a cargo do Grupo de Baile da Canção Regional Terceirense.


Nota: A entrada no “Jantar dos Vindimadores” será permitida apenas a quem possuir uma taladeira (peça de barro que estará à venda no local).


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Walk & Talk 2013 Açores


O Festival Walk & Talk realizou no mês de Julho, na ilha de S. Miguel, a sua terceira edição, tendo participado figuras do mundo da arte como Alexandre Farto - a.k.a. VHILS – o americano Ra Bi do coletivo Circle, o francês Eltono, o grupo Topo Copy e Paulo Arraiano, entre outros. Também participou neste evento Luis Brum, com um mural no nº22 da Rua de Lisboa, em que através da interacção de um conjunto de temas fantasiosos e antropomórficos, numa caótica biblioteca, procura-se descobrir a essência de conhecer.


Mais uma vez (aqui) Luis Brum, em colaboração com o Instituto Açoriano de Cultura, inicia outro trabalho na Rua de São João, em Angra do Heroísmo. Desta vez o veículo para o imaginário deste autor são as empenas em bruto da esquina da Rua de São João com a Rua dos Minhas Terras. Segundo o autor: "Este trabalho surge de um fantasioso simulacrum, onde o edifício ausente, se envolve num diálogo entre o id e o super ego, que se demonstra através dos pequenos rituais do dia-a-dia”.

Natural dos Biscoitos, Ilha Terceira, Luís Pinheiro Brum cedo demonstrou uma aptidão para o desenho. Em 2004, começa a estudar Arquitectura Paisagista em Lisboa. Com esta mudança inserem-se novos valores que irão marcar profundamente o seu desenho. No entanto é quando vai estudar e, mais tarde, trabalhar para Barcelona que começa a refinar um mundo próprio, com códigos e sinais próprios. 

A inocência e romantismo, possíveis de encontrar na Ilustração infantil do século XIX, como “O Vento nos Salgueiros”, os contos de Beatrix Potter ou os de Lewis Carroll. Estas referências ganham nova expressão como uma metáfora para sentimentos quotidianos.

• 2009. Estágio de arquitectura paisagista no atelier Opera Projects em Barcelona 
•  2009. Instalação Artística no evento Konvent.0 em Barcelona 
• 2010. Licenciado em Arquitectura Paisagista no Instituto Superior de Agronomia 
•  2011. Seleccionado para a Mostra Nacional de Ilustração “Entre Pólos 2011” 
•  2011. Exposição de Desenho "Antropomorfismo Urbano" Foyer Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo
Edifício da rua de São João - Angra do Heroísmo
• 2013. A propósito de Natália…Entre linhas e letras (galeria do Instituto Açoriano de Cultura Angra do Heroísmo).
• 2013. Exposição colectiva Art.Revisited no Museu de Angra do Heroísmo.
• 2013. Mostra “Entre Pólos 2013” , Lisboa (Palácio Quintela)
• 2013. Walk & Talk 2013 Açores -Ilha de S. Miguel.
 2013. PortoPintado - Horta, Ilha do Faial
• 2013. Exposição Colectiva na Sociedade Progresso Biscoitense.
 2013. Capa, contracapa e separadores interiores ATLântida - Revista de Cultura - 2013.
• 2014. 18 de Abril- Inauguração na Sé Catedral de Angra da Via Sacra que integra obras de 14 artistas plásticos açorianos ou residentes nos Açores.“Jesus encontra a sua Mãe” - IV Estação por Luís Pinheiro Brum.
.2014. Julho - Na "casa da droga" no beco do Jardim António Borges, "Espíritos da Cidade", em Ponta Delgada (Ilha de S. Miguel).
.2017-Fevereiro- Rótulo para garrafa de vinho da Casa Agrícola Brum.(vinho envelhecido em madeira durante 18 anos).
. 2017-6 de Maio  - O Museu de Angra do Heroísmo promove oficina de gravura com Luís Brum.
"O trabalho da terra, os ciclos lunares e a passagem das estações dão o mote a esta atividade, que está integrada no programa de dinamização da exposição “Almanaque do Camponez – 100 anos”. 
.2020-Fevereiro- Rótulo para garrafa de vinho dos 130 Anos da Casa Agrícola Brum.



quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Antes e Agora (23)


Rua de São João – Angra do Heroísmo



quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Desenhos aguarelados



Desenhos aguarelados sobre papel, dimensões das manchas 26x17,5cm, da autoria de D. Rosa de Menezes da Fonseca Coelho Parreira (1855-1922), executados cerca de 1885. Esta artista amadora terceirense dominou também a pintura a óleo sobre tela. Estas panorâmicas foram recolhidas da casa da família sita à Carreirinha, S. Bento. Uma voltada para a cidade e a outra para a baía e Monte Brasil. Vejam-se as antigas hortas por detrás da igreja da Conceição, agora ocupadas com construções e o Monte Brasil ao tempo com algumas culturas. J.B.B.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

MUNICÍPIO ANGRENSE

HOMENAGEIA JOÃO AFONSO


No próximo dia 26 de agosto, pelas 20, 30 horas, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, terá lugar uma sessão solene em que será homenageado o escritor, poeta e jornalista João Afonso.

Álvaro Monjardino vai encarregar-se do elogio do homenageado, falando da sua vida e obra notável, ao longo dos noventa anos que João Afonso completará no dia seguinte.

Competente e prestável bibliotecário, por muito acessível durante as quatro dezenas de anos em que trabalhou na Biblioteca Pública de Angra do Heroísmo, possui interessante obra na poesia, merecendo um Prémio Nacional de Poesia do SNI. Na historiografia e etnografia açoriana tem vários livros publicados, para além de ser criterioso investigador da baleação açoriana, que motivou entre dezenas de trabalhos sobre a temática, o seu Álbum, autêntica cartilha, Mar de Baleias e de Baleeiros, edição da Direção Regional da Cultura, Angra do Heroísmo, 1998.

João Afonso é um dos mais conhecidos e destacados vultos da cultura açoriana e marcou presença ativa e dinâmica em quase todos os grandes acontecimentos culturais ocorridos nos Açores durante os últimos setenta anos, não fosse ele, também, um atento jornalista interventivo sempre em defesa dos Açores, nunca esquecendo a ilha e cidade onde nasceu, enriquecendo títulos como Diário Insular (co-fundador) e A União.
Daí a justeza deste ato. J.B.B.