segunda-feira, 9 de março de 2009

Um Senhor da Rádio

O Senhor João D'Ávila com o seu filho João Francisco Mackay Ávila

A Rádio Clube Angra já foi sozinha a Voz da Ilha Terceira. Mas, durante largos anos, João D'Ávila foi, sem dúvida, a Voz do R.C.A.
A Voz que deu voz ao velhinho R.C.A. brindou, uma vez mais, o Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda. com a sua presença.
Para ele o nosso brinde com um Verdelho da ilha Terceira à qual emprestou a sua voz através dos microfones do R.C.A. ....e não só!
Volte sempre! Por muitos mais anos. Queremos ouvi-lo sempre e em qualquer parte.
Para muitos terceirenses João D’Ávila é ainda a voz da Ilha.

domingo, 8 de março de 2009

Comandante Carvalho Abreu nos Biscoitos

O Vice-Almirante João da Cruz de Carvalho Abreu, Comandante Operacional dos Açores, que se encontra de visita a entidades civis e militares na ilha Terceira, esteve ontem no Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum Lda. Acompanha-o o Tenente Pedro Chaves Martins Januário, Oficial Ajudante de Campo, natural de Beja.
Durante a estada no território “Da Resistência” o Vice-Almirante Carvalho Abreu, referiu estar ligado à antiga cultura por laços familiares. Aliás, grande conhecedor da mãe de todas as industrias, a vitivinicultura.

O Vice-Almirante João da Cruz de Carvalho Abreu nasceu em Bragança em 24 de Novembro de 1951. Ingressou na Escola Naval em 1969, tendo sido promovido a Guarda-marinha em 01 de Outubro de 1973. Embarcado desempenhou as funções de Oficial Imediato dos N.R.P. "Santa Cruz" e N.R.P. "Velas", de Chefe de Serviço de Navegação dos N.R.P." Comandante Sacadura Cabral" e N.R.P. "João Coutinho". Após a especialização em Electrotecnia foi Chefe de Serviço do N.R.P. "João Roby". Comandou três unidades navais, o draga-minas "Rosário", a corveta " Baptista de Andrade" e a fragata "Álvares Cabral". Durante o comando do N.R.P." Baptista de Andrade" efectuou comissões na Região Autónoma dos Açores e participou em vários exercícios nacionais e NATO, entre os quais a operação "Sharp Vigilance", no Adriático e a operação "Cruzeiro do Sul", no Atlântico Sul. No comando do N.R.P. "Álvares Cabral" participou em vários exercícios nacionais e internacionais, salientando-se a integração na STANAVFORLANT e a participação na EUROMARFOR. Em terra foi instrutor no Centro de Instrução de Minas e Contra Medidas e na Escola de Electrotecnia, professor de Electrotecnia na Escola Naval, serviu no Estado-Maior da Armada e foi adjunto militar de Marinha no Gabinete do Almirante Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas. Como Capitão-de-mar-e-guerra foi Director do Centro de Instrução de Táctica Naval e Chefe do Centro de Guerra Electrónica. Na NATO, exerceu funções de chefia no Supremo Comando Aliado do Atlântico (SACLANT) e no Supremo Comando Aliado da Transformação (SACT), em Norfolk, EUA. Durante a sua carreira frequentou diversos cursos, destacando-se entre outros, uma pós-graduação em Estratégia (1986/1988) no ISCSP, o Curso Superior Naval de Guerra, o "Naval Staff Course", nos Estados Unidos da América, o "NATO European Security Course", na Alemanha, o "Maritime Tactical Course", no Reino Unido e o "Global Security Challenges", em Itália. Como Contra-almirante comandou o Corpo de Fuzileiros. Promovido a Vice-almirante em 10 de Setembro de 2008, exerce as funções de Comandante Operacional dos Açores desde 31 de Outubro de 2008. Foi louvado por diversas vezes, tendo sido agraciado com as seguintes condecorações: Medalha de Serviços Distintos - Prata (3), Medalha de Mérito Militar 1ª e 2ª classe, Medalha da Cruz Naval 2ª classe (2), Medalha de Comportamento Exemplar Ouro, e Medalha da UEO (FY).
Fonte: EMGFA

sábado, 7 de março de 2009

UMA GOTA DE HISTÓRIA

Reclames Carnavalescos publicados na imprensa em Pelotas -RS- Brasil em janeiro de 1898

"Neste vasto salão Orpheu, onde o progresso das cousas chegou ao ponto de offerecer as amáveis orpheas, um salão devidamente decorado como este, devido ao bom gosto do Janjoca. Para esperar os manifestantes do querido Deus Momo; é um céu aberto dansar: O tango da Mulata, valsa Sobre as Ondas, e a polka dos Jagunços, em fuga quadrilha orfeu e brasileira, que paralisa com moscas e mosquitos, o salto flecha por baixo. Temos uma grande ária, bem iluminada em forma de bosque, para os dias de carnaval, onde o pobre Diabo se verá em apuros com a freguezia. Com pouco dinheiro irão ao Orfeu. Este estará aberto durante os dias de carnaval, onde poderão chegar os clubs e mascaras avulsos, para servir em tudo que necessita; para isso além de um enorme salão, mais uma sala particular.
Ao Orpheu! Ao Orpheu!
Rua General Osório esquina rua 3 de Fevereiro.
Entradas para homem 1$500.
Para damas grátis.

O director,
Coxo Diabo"

Para a publicação do primeiro reclame foi necessária nova leitura, sua forma geral e sua grafia foram mantidas. O segundo reclame esta em sua forma original.

Material seleccionado no acervo do Instituto Histórico e Geográfico de Pelotas, para a coluna semanal mantida pela instituição em jornal local.

Organizadora: professora Maria Roselaine da Cunha Santos membro do IHGPel.

sexta-feira, 6 de março de 2009

“Um vinho de Museu !”


Museu do Douro lança vinho Centenário de Manoel de Oliveira


O Museu do Douro prestou homenagem ao cineasta Manoel de Oliveira com o lançamento do Vinho do Porto “100 – Centenário de Manoel de Oliveira”. Trata-se de um Vinho do Porto raríssimo, um Tawny 100 anos, produzido na própria quinta de Manoel de Oliveira. Esta cerimónia tão especial para o Museu do Douro conta com a presença do cineasta mais internacional de Portugal, bem como do autor deste vinho ímpar, João Nicolau de Almeida.
Produzido na sua propriedade familiar, a Quinta da Portelinha, em Santa Marta de Penaguião (Baixo Corgo), este vinho é uma herança de vindimas das gerações passadas. O seu lançamento não é uma ideia recente. Segundo o próprio Manoel de Oliveira, a decisão de criar este vinho já é “antiga” e partiu do seu filho mais velho.
O cineasta conta que tudo começou quando, “há dez ou quinze anos”, ofereceu uma garrafa do vinho a um dos seus melhores amigos, Fernando Nicolau de Almeida, o pai do enólogo João Nicolau de Almeida. A sua reacção foi inspiradora. “Naquela altura, o pai Nicolau escreveu-me uma carta em que dizia: Isto é um vinho de museu!”*


“Não tenho realmente receio em dizer que o vinho é extraordinário”, sublinha Manoel de Oliveira. O cineasta e o filho decidiram então deixar o vinho envelhecer um pouco mais, até completar 100 anos. Mais: decidiram ainda lançar o mesmo durante o centenário do cineasta. E como se trata de um “vinho de museu”*, o próprio Manoel de Oliveira fez questão de o lançar no “palco” que melhor representa o espírito do próprio néctar: o Museu do Douro.
Único e exclusivo, toda a produção do vinho “100 – Centenário de Manoel de Oliveira” envelheceu numa só pipa. “Este vinho deve ter sido de acordo com uma prática da altura, em que, quando uma vinha estava muito velha e o ano era bom, escolhiam essas vinhas para saibrar. Então, guardavam esse vinho, como relíquia”*, conta Manoel de Oliveira. Da responsabilidade do enólogo João Nicolau de Almeida, esta produção exclusiva de vinho foi engarrafada numa garrafa com a assinatura de Álvaro Siza Vieira.
Confesso apreciador dos vinhos da Região Demarcada, o Douro desde sempre atraiu as atenções de Manoel de Oliveira. Região que conhece muito bem e onde tantas vezes se inspirou, desde o longínquo “Douro, Faina Fluvial” de 1931, até ao mais recente “Vale Abraão” de 1993, o Douro sempre foi uma “personagem” presente na sua vida. A sua paixão pelo Douro é recordada na sua memória de um Douro antigo, trabalhador, sujo, receptáculo e via de transporte desse precioso néctar que é o Vinho do Porto.
Sendo o Museu do Douro o museu do território, fiel depositário da História de toda a região e, ao mesmo tempo, promotor de um Douro moderno e com futuro, nada melhor que esta casa para apresentar um vinho tão único como o mestre Manoel de Oliveira.

O vinho para esta celebração é proveniente da Quinta da Portelinha, lugar da Veiga, onde o Marquês do Pombal cravou os primeiros marcos da Região Delimitada do Douro! Assim, ficaram meticulosamente seleccionadas as melhores exposições para uma boa maturação das uvas.


Este vinho do Porto Tawny tem 100 anos. Uma relíquia que foi engarrafada em garrafas desenhadas pelo arquitecto Siza Vieira. Envelheceu numa cave construída em 1776, num ambiente sombrio, vetusto, ideal para assegurar ao vinho uma evolução tranquila e saudável. Tal como Manoel de Oliveira ganhou com a idade.
É um vinho genuíno que traz consigo vida e muito para contar.
É tão rico que a cada prova se revela de uma maneira diferente. Neste mundo de complexidade, a cor revela-se com várias tonalidades, indo do topázio, amarelo e dourado até ao esverdeado dos vinhos, com longo e bom envelhecimento.
Ao cheiro, o primeiro contacto é macio e ténue, deixando depois exalar aromas de esteva, marmelo, tabaco, damasco, noz, caramelo, anis, flor de laranja. Eu sei lá !... É uma sequência de aromas interminável.
Na boca, o ataque é igualmente suave, com sabor a mel, aveludado, quase seda, passando pelo caramelo, cedro, chocolate, anis, mentol, e por aí fora ! … Tudo está muito bem equilibrado, com elegância e frescura, deixando um final de gosto intenso, prolongado e com uma complexidade só alcançada pelos grandes vinhos.
Enfim, um bom vinho digno de se beber à saúde de Manoel de Oliveira.
JOÃO NICOLAU DE ALMEIDA

Agradecemos à simpática Dr.ª Helena Freitas, grande apaixonada pelo Douro, o press release /Museu do Douro e texto de João Nicolau de Almeida elaborado para o evento de lançamento do Vinho do Porto Centenário de Manuel de Oliveira,que se realizou na sede do Museu do Douro (Peso da Régua) no passado dia 27 de Fevereiro.

Ao Presidente da Fundação Museu do Douro, Prof. Doutor José António Sarsfield Cabral, ao Cineasta Manoel de Oliveira e ao Enólogo João Nicolau de Almeida renovamos os parabéns.

Fotos do Museu do Douro

quinta-feira, 5 de março de 2009

De regresso

Bagos d’Uva tem vindo a lutar contra o “vento” que o imobilizou durante uns dias. Acaba de “ajustar as velas”, num porto de abrigo, esperando continuar a navegar, convosco... com gosto. Entretanto alguma bagagem ficou na nossa embarcação.

Biscoitos no Circuito Carnaval

Realizou-se no passado dia 28 de Fevereiro, para os lados dos Biscoitos vinhateiro, o Circuito Carnaval.
Desconhecemos se algumas das “ máquinas” foram às “bombas” da freguesia “tomar” o “super” Verdelho ou quiçá um normal híbrido. Pelos “arrotos” dos motores ficamos a saber que o desporto automóvel na ilha Terceira tem sido bem alimentado.
Foram à volta de quatro dezenas de viaturas que animaram os Biscoitos e a sua região (de)marcada.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Efemérides açorianas

Março

1 – 1821. É aclamada a Constituição em Ponta Delgada.
2 – 1450. Carta Régia do Infante D. Henrique, fazendo mercê a Jácome de Bruges, natural do condado de Flandres, para povoar a ilha Terceira, que se achava desabitada.
3 – 1882. Desembarque de D. Pedro IV na ilha Terceira, sendo recebido com grandes demonstrações de regozijo público.
4 – 1642. Entrega do Castelo d’Angra aos portugueses, pelo general espanhol D. Álvaro de Viveiros.
5 – 1832. Entrada solene de D. Pedro IV no Castelo d’Angra, vindo fora de portas entregar-lhe as chaves do castelo, o governador, coronel de cavalaria n.º 8, José António Silva Torres.
6 – 1503. Carta de El-rei D. Manuel I, concedendo os foros de vila à freguesia de S. Sebastião, na ilha Terceira, com a sua câmara.
7 – 1582. É executado na Praça Velha, em Angra, João de Bettencourt, por ordem de Manuel da Silva, conde de Torres Vedras. O algoz cortou-lhe a cabeça com dois golpes de machado.
8 – 1849. Portaria do Ministério do reino, louvando o morgado Laureano Falcão, natural da ilha de Santa Maria, por ter introduzido a cultura do milho na Madeira, em 1847.
9 – 1759. A Misericórdia d’Angra manda celebrar um solene Te-Deum, em acção de graças pelo restabelecimento d’El-Rei D. José I, do atentado contra a sua vida.
10 – 1544. D. João III concede ao terceirense Manuel Corte-Real o brasão d’armas que usara seu pai e as honras de Senhor da Terra Nova.
11- 1642. Sai d’Angra para Lisboa, Francisco de Ornelas da Câmara, a participar a D. João IV a rendição do castelo de S. Filipe da ilha Terceira.
12 – 1835. Extinção das moedas cunhadas na ilha Terceira.
13 – 1582. Ciprião de Figueiredo, governador da ilhas dos Açores, escreve a Filipe II uma longa carta em resposta a uma intimação do mesmo rei, para que lhe entregasse a ilha Terceira, recusando-se a obedecer a tal intimação.
14 – 1584. El-Rei Filipe II escreve de Madrid uma carta a João d’ Horbina, governador da ilha Terceira, ordenando-lhe que proceda por forma a não serem obrigados os habitantes a fornecer alojamento às tropas.
15 – 1492. Fundação do Hospital de Santo Espírito, em Angra do Heroísmo, pelo capitão do Donatário João Vaz Corte-Real.
16 – 1830. Decreto da Regência da Terceira, mandando que a moeda d’oiro, inglesa, tenha curso legal na ilha Terceira, e declarando o seu valor, comparado com a moeda d’oiro portuguesa.
17 – 1895. É inaugurada a iluminação pública na vila das Lajes, ilha do Pico.
18 – 1829. Estabelece-se no Castelo d’Angra a casa da moeda, instituída pela Junta Provisória em nome da Rainha D. Maria II.
19 – 1872. Morre o ilustre micaelense Duarte Borges da Câmara Medeiros, 1º Visconde da Praia.
20 – 1876. Começam os trabalhos da doca no porto da Horta, ilha do Faial.
21 – 1534. Carta de El-Rei D. João III, passada em Évora, concedendo o título de cidade à vila de Angra. Foi a primeira no arquipélago açoriano.
22 – 1882. Inauguração do Corpo de Bombeiros Voluntários, em Angra, pelo governador civil Afonso de Castro.
23 – 1503. Elevação do lugar denominado Ribeira de Frei João, a Vila, com o nome de S. Sebastião, na ilha Terceira, ficando sem efeito a carta de 12 de Fevereiro de 1502, que elevava a vila com aquele nome o lugar do Porto Judeu.
24 – 1641. Francisco de Ornelas, na igreja de Santa Cruz da Vila da Praia, na ilha Terceira, é o primeiro que levanta o grito de Viva El-Rei D. João IV, saindo depois uma solene procissão, acompanhada por grande concurso de povo.
25 – 1865. Começam os espectáculos dramáticos no Teatro Micaelense, que se tinha aberto ao público com um concerto, no dia 2 de Junho de 1864.
26 – 1834. Ordem da Prefeitura em Angra para que possam regressar à ilha Terceira os presos políticos que se achavam desterrados nas diversas ilhas.
27 – 1641. O povo da ilha Terceira começa o cerco ao castelo d’Angra, onde estavam as tropas espanhola sob o comando do general D. Álvaro de Viveiros, e é assaltada a fortaleza de S. Sebastião.
28 – 1836. É publicado o decreto ordenando que a ilha Terceira seja a capital do distrito central dos Açores.
29 – 1832. Referendado pelo Duque de Bragança, é publicado na ilha Terceira um decreto em que proclama a liberdade de ensino.
30 – 1833. É extinto o convento de S. Francisco na cidade d’Angra.
31 – 1641. D. João IV é aclamado na ilha Terceira rei de Portugal.

In Açores. Ano 1914.