quinta-feira, 14 de junho de 2018

Compilação da imprensa (76)


ILHA BRANCA PROCURA INCREMENTAR A PRODUÇÃO VITIVINÍCOLA

Produtor francês interessado no vinho branco da Graciosa

No Diário Insular-10 de Setembro de 2005
Outras "Parras" :

Planta da Freguesia dos Biscoitos (ano 1830) aqui

Plantas Vasculares nas Vinhas dos Biscoitos (ano 1971) aqui.

"A vinha perde-se e a população nada ganha" (ano 1994) aqui.

"Região de Biscoitos, nos Açores - Casas em vez de vinhas" - Santos Mota (ano 1994) - aqui.

"Biscoitos: que futuro? "-José Aurélio Almeida (ano 1996) - aqui.

"As Vinha dos Biscoitos" -Bailinho de Carnaval da Freguesia das Fontinhas. (ano 1997) aqui.

Pisa e Mosto (1997) aqui

Sinónimos- Casta Terrantez da Terceira -Aqui

"Uma virada nos Biscoitos"(Açores)- (ano 1998) aqui.

O viticultor açoriano está envelhecido (ano 1998/99) aqui

“Provedor de Justiça dá razão à Confraria” (ano 1999) aqui.

“Museologia de Interpretação da Paisagem Ecomuseu dos Biscoitos, da ilha Terceira” - por Fernando Santos Pessoa (ano de 2001) aqui.

"Carta de risco geológico da Terceira" (ano ano 2001) aqui.

"Paisagem Báquica - Memória e Identidade" - Aurora Carapinha (ano 2001) aqui.

“A Paisagem Açoriana dos Biscoitos” - por Gonçalo Ribeiro Telles (ano 2002) aqui.

"Fadiga sensorial" (ano 2007) aqui.

"Defender curraletas!" (ano 2007) aqui.

"Tutores" (ano 2007) aqui.

"Rememorando as origens dos Biscoitos nos séculos XV e XVI"- por Rute Dias Gregório (ano 2008) aquiaqui e aqui.

“A Vinha, o Vinho dos Biscoitos e o Turismo” - por Margarida Pessoa Pires (ano 2009) aqui.


"O Aditivo"- por Francisco dos Reis Maduro-Dias -ano de 2009 Aqui

A Casa Agrícola Brum tem nova administração - ANO de 2010 AQUI

Biscoitos de Lava para os “sete magníficos” (ano 2011) aqui

"Acerca do vinho" -por Francisco Maduro-Dias (ano 2011) Aqui

Sócios da associação de viticultores da ilha Terceira -  Adega Cooperativa dos Biscoitos C.R.L.- não recebem há mais de 6 anos- Ano de 2011 - Video RTP  Aqui

Produtores engarrafadores e produção de vinho nos Biscoitos em 2012-  Aqui

Produção de vinho nos Biscoitos em 2015 - Aqui

Garrafa Comemorativa do 125.º Aniversário da Casa Agrícola Brum - 2015 - Video Aqui

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Efemérides Açorianas - Junho (10)


Évora – 29/06/2000- Na prova do vinho Pêra Manca, colheita 1998: Carmelo Aires, Cândida Vacas de Carvalho; Clara Roque do Vale; Luís Mendes Brum e Miguel Amorim.

1.2014- O Presidente do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro, inaugura  a requalificação das margens da Lagoa das Sete Cidades, um investimento superior a quatro milhões de euros.

2. 1967- O navio/tanque alemão ESSBERGER CHEMIST, a sul dos Açores, transportando álcool e acetona,  parte em dois na rota Roterdão/Trinidad.

3. 2000- A Casa Agrícola Brum, com sede na freguesia dos Biscoitos- ilha Terceira, oferece, nas suas instalações, um jantar á delegação da Colegiada dos Enófilos de S. Vicente, associação enófila com sede em Lisboa. 

4.1931- É Sagrada a Igreja Matriz do Santíssimo Salvador na Cidade da Horta.

5.2015- O Grupo de Teatro a Jangada volta ao palco do auditório do Museu Municipal de Santa Cruz, ilha das Flores com a revista à portuguesa “Esta Paródia é uma Festa”.

6.1898- É criado o logotipo da Fábrica de cervejas Melo Abreu, em Ponta Delgada.

7.1997- O Ministro da Agricultura de S. Tomé visita o Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum.

8.1980- O S. C. Lusitânia é o 1.º Clube dos Açores a chegar ao campeonato Nacional da 2.ª Divisão.

9.1999- O Prof. João Pedro Barreiros, da Universidade dos Açores, profere uma palestra aos alunos da Escola Básica/Jardim de Infância do Porto Judeu, ilha Terceira: "Recursos Marinhos Vivos dos Açores".

10.1880- É inaugurado o Museu Carlos Machado em Ponta Delgada, ilha de São Miguel.

11.1950- Começa a funcionar num dos Ilhéus das Formigas o Farol Automático. Torre: 15 metros de altura. A luz tem um alcance de 21 milhas.

12.2010- Abre na Carmina Galeria -24 Horas Sobre Papel- uma exposição do artista plástico, natural da ilha Terceira, José Lúcio Lima, professor do Departamento Têxtil da Escola de Artes António Arroio.

13.1838-  vindo de New Bedford chega à Horta o brigue  Peri de nacionalidade americana.

14. 2007- Scrmshaw Tour of Azores Islands visita o porto baleeiro da freguesia dos Biscoitos e o Museu do Vinho da Casa Agrícola Brum A dirigir o grupo de 24 pessoas, esteve o conhecido açoriano da ilha das Flores João Vieira Gomes, investigador, escritor, ocupando actualmente o cargo de consultor no New Bedford Whaling Museum.

15.1984- Desde de ontem que os alunos do Conservatório Regional de Angra do Heroísmo apresentam em público os resultados dos trabalhos do ano lectivo referentes às classes de Ballet, Canto, Flauta, Iniciação Musical, Piano, Viola regional e Violino.

16.2016- Tem inicio, no Museu de Angra do Heroísmo, na Sala do Capítulo, a reportagem fotográfica LISBOA|PEQUIM|LISBOA, da autoria de Pepe Brix, que documenta a expedição de três motards portugueses de Lisboa à China, passando por 19 países, numa viagem que ligou a costa atlântica portuguesa à costa pacífica chinesa.

17.2011- Reúne em Assembleia Geral o Sindicato dos Pescadores da Ilha Terceira, com sede na Rua de Jesus 57/58 , Angra do Heroísmo.

18.1999- Abertura da Sanjoaninas, em Angra do Heroísmo.

19.1996- A confraria do Vinho de Verdelho dos Biscoitos está presente na cerimónia de investidura da LASVIN- Liga dos Amigos da Saúde do Vinho e Nutrição, que se realiza no Palácio da Bolsa- Porto.

20.1996- A Confraria do Vinho de Verdelho dos Biscoitos participa, na cidade do Porto, no Simpósio Internacional “Benefícios do Vinho, Malefícios do Álcool”.

21.1986- Chega à ilha Terceira o novo Ministro da Republica para os Açores, Brigadeiro Vasco Rocha Vieira.


23.1933- É aberta em Vila franca do Campo na ilha de S. Miguel, a Esplanada YoYo Cinema.

24. 2012- O lajense, da ilha Tercedira, Adelino Paim de Lima Andrade, lança em Angra do Heroísmo o seu primeiro trabalho em livro que é apresentado pelo Dr. Artur da Cunha Oliveira.

25.1975- A fragata João Belo, que foi atribuída ao Comando Naval de Ponta Delgada, termina a sua Missão nos Açores.

26.1994- Uma delegação de Tulare constituída por 34 pessoas, incluindo o Mayor daquela cidade, Claude Retherford, é obsequiada na Quinta da Nasce Água – Vinha Brava. 

27.2011- Tem início no Auditório da Universidade dos Açores – Campus de Angra do Heroísmo, as Jornadas de Preservação dos Recursos Fitogenéticos.

28.2016- Visita nos Biscoitos a adega e Museu do Vinho da Casa Agrícola Brum Valeria Zeferino conhecida crítica de vinhos e jornalista jornal mensal russo "Vinnaya Karta", para o qual escreve sobre os vinhos e a gastronomia Portuguesa.

29.2000- A Confraria do Vinho de Verdelho dos Biscoitos faz-se representar em Évora (cidade irmã de Angra do Heroísmo) na entrega dos prémios do IX Concurso – Os Melhores Vinhos do Alentejo; na Exposição “A Talha e a Sertã” (Museu do Artesanato); Lançamento do Livro “A Alimentação e os Vinhos na Gastronomia do Alentejo”, entre outros eventos.

30. 1934- É inaugurada na cidade da Horta a Sociedade Amor da Pátria, no local onde anteriormente existiu o Solar do Morgado Manuel Maria Terra Brum e que fora consumido por um forte incêndio. 

Fonte: Arquivos de José da Silva Maya, Álvaro de Castro Meneses, “Revista Ilha Terceira” e “Almanaque Açores”.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Compilação da imprensa (75)





Casa Agrícola Brum com nova administração - ano 2007- Aqui

Casa Agrícola Brum completa 110 anos - ano 2000 - Aqui

Vinho Da Resistência - ano do Búfalo - Aqui

Outras "Parras" :

Planta da Freguesia dos Biscoitos (ano 1830) aqui

Plantas Vasculares nas Vinhas dos Biscoitos (ano 1971) aqui.

"A vinha perde-se e a população nada ganha" (ano 1994) aqui.

"Região de Biscoitos, nos Açores - Casas em vez de vinhas" - Santos Mota (ano 1994) - aqui.

"Biscoitos: que futuro? "-José Aurélio Almeida (ano 1996) - aqui.

"As Vinha dos Biscoitos" -Bailinho de Carnaval da Freguesia das Fontinhas. (ano 1997) aqui.

Pisa e Mosto (1997) aqui

Sinónimos- Casta Terrantez da Terceira -Aqui

"Uma virada nos Biscoitos"(Açores)- (ano 1998) aqui.

O viticultor açoriano está envelhecido (ano 1998/99) aqui

“Provedor de Justiça dá razão à Confraria” (ano 1999) aqui.

“Museologia de Interpretação da Paisagem Ecomuseu dos Biscoitos, da ilha Terceira” - por Fernando Santos Pessoa (ano de 2001) aqui.

"Carta de risco geológico da Terceira" (ano ano 2001) aqui.

"Paisagem Báquica - Memória e Identidade" - Aurora Carapinha (ano 2001) aqui.

“A Paisagem Açoriana dos Biscoitos” - por Gonçalo Ribeiro Telles (ano 2002) aqui.

"Fadiga sensorial" (ano 2007) aqui.

"Defender curraletas!" (ano 2007) aqui.

"Tutores" (ano 2007) aqui.

"Rememorando as origens dos Biscoitos nos séculos XV e XVI"- por Rute Dias Gregório (ano 2008) aquiaqui e aqui.

“A Vinha, o Vinho dos Biscoitos e o Turismo” - por Margarida Pessoa Pires (ano 2009) aqui.


"O Aditivo"- por Francisco dos Reis Maduro-Dias -ano de 2009 Aqui

A Casa Agrícola Brum tem nova administração - ANO de 2010 AQUI

Biscoitos de Lava para os “sete magníficos” (ano 2011) aqui

"Acerca do vinho" -por Francisco Maduro-Dias (ano 2011) Aqui

Sócios da associação de viticultores da ilha Terceira -  Adega Cooperativa dos Biscoitos C.R.L.- não recebem há mais de 6 anos- Ano de 2011 - Video RTP  Aqui

Produtores engarrafadores e produção de vinho nos Biscoitos em 2012-  Aqui

Produção de vinho nos Biscoitos em 2015 - Aqui

Garrafa Comemorativa do 125.º Aniversário da Casa Agrícola Brum - 2015 - Video Aqui

terça-feira, 1 de maio de 2018

EFEMÉRIDES AÇORIANAS - MAIO (10)

Marcolino Candeias 
 Director da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo

1. 2016- Falece em Angra do Heroísmo, o poeta Marcolino Candeias. Uma referência das Letras e da Cultura açoriana.

2.1889- Encontra-se na ilha de S. Jorge a chalupa francesa “Alexandre”.

3.1881- Falece o ilustre faialense Duque de Ávila e Bolama (António José de Ávila).

4.1971- O navio Horta atraca pela primeira vez ao Cais do Porto das Pipas, em Angra do Heroísmo, Este navio foi fretado pela Empresa Insulana de Navegação- E.I.N. desde Janeiro do corrente mês. Foi construído em 1949 (ton: 2.586-comprimento 100,7 – pontal 4,81. É comandado por Raúl Bastos. A marcha de  travagem foi efectuada pelo piloto-mor da baía, João Lucas da Silva. Carregou 17 toneladas de leite em pó da fábrica UNICOL.

5.1840- Vindo de Cabo Verde dá entrada no porto da Horta o brigue escuna portuguesa Faro.

6.1791- François René Auguste de Chateaubriand desembarca na Ilha Graciosa.

7.2017- Termina no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo o Wine in Azores.

8.1949- É inaugurado o Mercado Agrícola em Vila Franca do Campo.

9.1996- O Centro Social e Paroquial da Ribeira Chã (Lagoa / Ilha de São Miguel) atribui o Diploma de Sócio Honorário a Luís Mendes Brum.

10.1877- A Mercearia Alves  sita à Rua da Sé, em Angra do Heroísmo 93/95, tem para novidades em ferros de engomar americanos, candeeiros para petróleo de todas as qualidades e tamanhos. Vidros para os mesmos. Máquinas de debulhar milho e todo o géneros próprios de mercearia.

11. 1976- Abre o “Snack – Bar Europa à Praça da Republica na cidade da Horta.

12.1976- Encontra-se no porto de Ponta Delgada o navio de cruzeiros Camberra,com 1.650 passageiros.

13.2016- É apresentado em Angra do Heroísmo o livro, de Pedro Beltrão, “As Duas Condessas”.

14.1898- Melo de Abreu abre em Ponta Delgada uma nova cervejaria.

15.2016- Termina o prazo para o concurso da letra e orquestração da Marcha Oficial das Festas da Praia da Vitória.

16.2016- Derradeiro dia das festas do Império da Rua do Conde, em Angra do Heroísmo.

17.1903- Nasce em Angra do Heroísmo a poetisa Adelaide Sodré.

18. 2016- A freguesia da Ribeira Chã, ilha de S. Miguel, celebra o seu quinquagésimo aniversário de elevação a freguesia. Durante a cerimónia são homenageados os ex-presidentes de junta daquela freguesia, José Lourenço, Eduardo Bento, Germano Couto, João Galego e Albertina Oliveira. Serão, assim como o Centro Social e Paroquial da Ribeira Chã, o Padre João Caetano Flores e o Manuel Clemente de Almeida. 
A sessão solene termina com um convívio e um brinde com um Verdelho de Honra (da Casa Agrícola Brum da Ilha Terceira) ao som do grupo "Violas da Terra".

19.2017-  A Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro deu a conhecer as suas novas instalações a duas turmas do 6º ano da Escola Básica Integrada de Angra do Heroísmo.

20.2016- Numa organização da Academia Portuguesa de Ex-Líbris, Circulo de estudios Bibliográficos y Exlibrísticos de Madrid e da Associación Andaluza de exlibristas  tem início na Sociedade de Geografia de Lisboa o I Seminário Ibérico de Ex-Líbris – Entre a Imagem e a Palavra – História  e cientificidade. Na exposição novos Ex-líbris Açorianos e três mais antigos, quase desconhecidos.  Na sessão de abertura a Academia Portuguesa de Ex-Líbris entrega a Medalha de Mérito e respectivo Diploma ao ilustre açoriano Jácome de Bruges Bettencourt.

21.1966- É recebido na Câmara Municipal da Vila das Velas o Núncio Apostólico em Portugal, Monsenhor Maximiliano de Furstenberg.

22.2016- Realiza-se a Coroação do Império dos Quatro Cantos na Sé Catedral d’Angra.

23.1993- Os Confrades das Confrarias madrinhas da do Vinho de Verdelho dos Biscoitos, Eng.º Fernando Lemos Moura (Confraria do Vinho Verde) e o Dr. Constantino Lopes Palma (Confraria do Vinho da Madeira) presidente do Instituto do Vinho da Madeira, visitam o Eco-museu dos Biscoitos (Museu do Vinho dos Biscoitos) da Casa Agrícola Brum.

24.2015- Integrada nas comemorações do 125º Aniversário da Casa Agrícola Brum o IAC- Instituto Açoriano de Cultura apresenta uma exposição no espaço do Museu do Vinho dos Biscoitos dedicada aos Baleeiros dos Açores. Um conjunto de fotografias de Jorge Barros – “Baleeiro: O Rochedo do Mar”.

25.1987- O Clube Naval da Ilha Graciosa ratifica os seus estatudos e constiui-se como Associação

26. 2017-Encerra amanhã na Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro, em Angra do Heroísmo, a  Exposição de Fotografia de Luís Godinho,inaugurada no dia 4 pp, intitulada “Os Mariemes”.

27.2016- A Academia Portuguesa de Ex- Líbris delibera conceder ao faialense Jácome de Bruges Bettencourt a Medalha de Mérito e respectivo Diploma a serem entregues durante o acto inaugural do I Seminário Ibérico de Ex-Líbris  - Entre a Imagem e a Palavra- História e Cientificidade na Sociedade de Geografia de Lisboa (Auditório Adriano Moreira).

28- 1983- Falece em Angra do Heroísmo Amadeu Laureano Simões, Amigo do seu Amigo e destemido forcado da Tertúlia Tauromáquica Terceirense.

29- 1920- Nasce em Alcains o 37.º Bispo de Angra, D. Aurélio Granada Escudeiro.

30.1971- O Império do Espírito Santo da Rua do Conde, em Angra do Heroísmo, comemora o seu 100º aniversário.

31.2009- Domingo do 1º Bodo (Pentecostes).

Fonte: Arquivos de José da Silva Maya, Álvaro de Castro Meneses, “Revista Ilha Terceira” e “Almanaque Açores”.


segunda-feira, 16 de abril de 2018

Compilação da imprensa (74)


BREVE NOTÍCIA SOBRE A EXISTÊNCIA DE UMA IRMANDADE DO BACHANAL NA ILHA TERCEIRA EM 1827

Por: Jorge A. Paulus Bruno 

Na Revista Verdelho



Outras "Parras" :

Planta da Freguesia dos Biscoitos (ano 1830) aqui

Plantas Vasculares nas Vinhas dos Biscoitos (ano 1971) aqui.

"A vinha perde-se e a população nada ganha" (ano 1994) aqui.

"Região de Biscoitos, nos Açores - Casas em vez de vinhas" - Santos Mota (ano 1994) - aqui.

"Biscoitos: que futuro? "-José Aurélio Almeida (ano 1996) - aqui.

"As Vinha dos Biscoitos" -Bailinho de Carnaval da Freguesia das Fontinhas. (ano 1997) aqui.

Pisa e Mosto (1997) aqui

Sinónimos- Casta Terrantez da Terceira -Aqui

"Uma virada nos Biscoitos"(Açores)- (ano 1998) aqui.

O viticultor açoriano está envelhecido (ano 1998/99) aqui

“Provedor de Justiça dá razão à Confraria” (ano 1999) aqui.

“Museologia de Interpretação da Paisagem Ecomuseu dos Biscoitos, da ilha Terceira” - por Fernando Santos Pessoa (ano de 2001) aqui.

"Carta de risco geológico da Terceira" (ano ano 2001) aqui.

"Paisagem Báquica - Memória e Identidade" - Aurora Carapinha (ano 2001) aqui.

“A Paisagem Açoriana dos Biscoitos” - por Gonçalo Ribeiro Telles (ano 2002) aqui.

"Fadiga sensorial" (ano 2007) aqui.

"Defender curraletas!" (ano 2007) aqui.

"Tutores" (ano 2007) aqui.

"Rememorando as origens dos Biscoitos nos séculos XV e XVI"- por Rute Dias Gregório (ano 2008) aquiaqui e aqui.

“A Vinha, o Vinho dos Biscoitos e o Turismo” - por Margarida Pessoa Pires (ano 2009) aqui.


"O Aditivo"- por Francisco dos Reis Maduro-Dias -ano de 2009 Aqui

A Casa Agrícola Brum tem nova administração - ANO de 2010 AQUI

Biscoitos de Lava para os “sete magníficos” (ano 2011) aqui

"Acerca do vinho" -por Francisco Maduro-Dias (ano 2011) Aqui

Sócios da associação de viticultores da ilha Terceira -  Adega Cooperativa dos Biscoitos C.R.L.- não recebem há mais de 6 anos- Ano de 2011 - Video RTP  Aqui

Produtores engarrafadores e produção de vinho nos Biscoitos em 2012-  Aqui

Produção de vinho nos Biscoitos em 2015 - Aqui

Garrafa Comemorativa do 125.º Aniversário da Casa Agrícola Brum - 2015 - Video Aqui

sábado, 7 de abril de 2018

Gonçalo Ribeiro Telles

Continua a marcar, profundamente o nosso País

· Jácome de Bruges Bettencourt



O Professor Arquiteto Gonçalo Pereira Ribeiro Telles (G.R.T.), nasceu em Lisboa a 25 de maio de 1922, filho do Dr. Joaquim Ribeiro Telles Júnior, médico veterinário e oficial do exército, e de D. Gertrudes Guilhermina Gonçalves Pereira Ribeiro Telles (sobrinha de Joaquim Cardoso Gonçalves). A família paterna é ribatejana, de Coruche, aí tendo casa e propriedades, onde se dedicam, há séculos, à lavoura, como criadores de gado, sempre com grande fascínio pela trilogia cão (galgos)-cavalo-toiro, tal como a maior parte dos seus familiares, com destaque para o cavaleiro tauromáquico Mestre David Ribeiro Telles, filhos e netos. Casou em 1953 com D. Maria da Conceição de Calazans de Sousa, de quem teve cinco filhos.

G.R.T. militou na Juventude Agrária e Rural Católica (J.A.C.), do padre Diamantino Gomes, e trabalhou em ligação com a Juventude Operária Católica (J.O.C.), do padre Abel Varzim, envolvendo-se assim, sempre, em atividades cívicas, uma constante na sua longa vida. Cumpriu serviço militar em Vendas Novas (artilharia) – 1943.

Foi membro fundador do Centro Nacional de Cultura – 1945 (sócio n.º 1). Engenheiro agrónomo e arquiteto paisagista (I.S.A.) – 1950.

Em 1957, fundou o Movimento dos Monárquicos Independentes, com Francisco de Sousa Tavares, ao que se seguiu o Movimento dos Monárquicos Populares, de oposição ao Estado Novo. Candidato à Assembleia Nacional pelos Monárquicos Independentes – 1957 e 1961 e para as eleições à Assembleia Nacional de 1969, integra a Comissão Eleitoral Monárquica, na Comissão Eleitoral de Unidade Democrática (C.E.U.D.). Em 1971, funda a Convergência Monárquica, que reunia os militantes dos vários grupos de monárquicos existentes, contando logo com a aderência nos Açores, de Jácome de Bruges Bettencourt (J.B.B.), que ele conhecia bem, desde 1964, dos tempos em que este açoriano fora vice-presidente da Junta Escolar Liceal de Lisboa da Comissão de Juventude da Causa Monárquica, que contava então jovens dinâmicos, como António Pardete da Fonseca e João Fernando de Mattos e Silva de Almeida (já falecidos), e no seu Boletim “A Folha”, apareciam artigos algo contundentes, como os de Miguel Serras Pereira. Lembro que nessa altura, aos sábados à tarde, eram convidados para participar com alocuções, nas instalações da Causa, conhecidas figuras monárquicas de relevo, como o capitão Júlio da Costa Pinto, Pedro Homem de Melo, Gonçalo Ribeiro Telles, Francisco de Sousa Tavares, Fernando Amado, Henrique Barrilaro Ruas, Jacinto Ferreira, Álvaro Dentinho, João Camossa de Saldanha e Gastão da Cunha Ferreira entre outros nomes menos sonantes. Foi um período de excecional atividade, o que incomodava, sobremaneira a PIDE/DGS e fez redobrar a sua vigilância, com a colocação de um vendedor de gravatas (disfarçado), à porta do n.º 46 do Largo de Camões…

Após o 25 de abril foi cofundador do Partido Popular Monárquico – 1974-1993, de cuja ação política resultou a sua participação como Subsecretário de Estado do Ambiente, nos I e II Governos Provisórios (de Adelino Palma Carlos e Vasco Gonçalves), em que visitou a Terceira, nessa qualidade, sendo recebido e acompanhado por J.B.B., que exercia em regime de substituição as funções de Presidente da Junta Geral do Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo) e como Secretário de Estado do Ambiente, nos III, IV e VI Governos Provisórios e mais tarde Ministro de Estado e Ministro da Qualidade de Vida no VIII Governo Constitucional, AD de Francisco Pinto Balsemão – 1981-1983. Deputado pelo P.P.M. – 1979 e independente pelo P.S. – 1985. Integra a AD com Francisco Sá Carneiro e Diogo Freitas do Amaral, os três liderando os respetivos partidos 1979-1983. Vereador da Câmara Municipal de Lisboa pelo Movimento Alfacinha – 1984. Cofundador do M.P.T. – Movimento Partido da Terra – 1993-2007.

Como o mais reputado e conhecido arquiteto paisagista português, bem como corajoso ecologista defendeu, como ninguém o fizera até aqui, o ambiente e ordenamento do território, a humanização do habitat, a conservação da natureza e a preservação da paisagem. Luta que desenvolveu ao longo de décadas de atividade profissional e sobretudo no empenho por causas, representando a sua obra um incontornável legado de experiência e sabedoria.

A sua obra, no âmbito de planos do ordenamento do território e da paisagem, de projetos de espaços verdes públicos e privados e das referências escritas, é vastíssima. Criou as zonas protegidas da Reserva Agrícola Nacional, da Reserva Ecológica Nacional e as Bases do Plano Diretor Municipal. Não era maleável em termos políticos.

Helena Roseta, sobre catástrofe ocorrida, recorda que G.R.T. foi … “uma das poucas vozes que me recordo de ter ouvido, que com grande destemor punha o dedo na ferida: a tragédia tinha causas naturais, por certo. Não se podia ignorar a degradação física e biológica da região, por motivos que são da inteira responsabilidade do homem.”.

A Fotobiografia, publicada pela Argumentum – 2011, insere depoimentos a atestar o mérito que todos lhe reconhecem, aí deixados por Emílio Rui Vilar, Alexandre Cancela d’Abreu, António Ramalho Eanes, Ário de Azevedo, Aurora Carapinha, Diogo Freitas de Amaral, Dom Duarte de Bragança, Francisco Pinto Balsemão, Jorge Paiva, Manuela Raposo de Magalhães, Mário Soares, Guilherme d’Oliveira Martins, Fernando Santos Pessoa e Margarida Cancela d’Abreu.

Foi aluno dileto do Professor Francisco Caldeira Cabral no I.S.A., uma das mais notáveis personalidades do meio académico português do século XX que o haveria de influenciar notoriamente pela vida fora. Doutor Honoris Causa pela Universidade de Évora – 1994 e

Professor Emérito da mesma Universidade – 2008, onde foi Professor Catedrático entre 1976 e 1992, tendo aí fundado o Curso de Planeamento Biofísico – 1975 que é transformado em Licenciatura em Arquitetura Paisagística – 1981. Membro Honorário da Ordem dos Arquitetos – 2002.

Recebeu vários prémios, com realce para o Prémio Valmor – 1975, com o colega António Viana Barreto. Projeto dos Jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, apresentado em 1967, que constituiu a melhor e bem conseguida obra de arte paisagista do século XX. Prémio da Latinidade. Troféu Latino “João Neves da Fontoura” – 2010. Prémio máximo e honroso IFLA Sir Geoffrey Jellicoe – 2013.

Recebeu inúmeras veneras com destaque para: Oficial da Ordem Militar de Santiago da Espada – 1969, Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo – 1988. Grã-Cruz da Ordem da Liberdade – 1990, Cavaleiro da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém, Comendador da Ordem da Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa – 2001, Cavaleiro da Ordem de Mérito da República Italiana – 2011, Ordem da Bandeira com Rubis da República Popular da Hungria, Grã-Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique – 2017, Medalha de Mérito Municipal de Lisboa (grau ouro – 2013), entre outras. Foi investido como Confrade Honorário em várias Confrarias Báquicas e Gastronómicas de Portugal, como na Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos, cujo grau de Mérito, respetiva insígnia e diploma, lhe foi entregue pelo então Grão-Mestre Jácome de Bruges Bettencourt – 2007, que contemplou simultaneamente S.A.R. o Senhor Dom Duarte de Bragança, José Meneres Pimentel e Casa Agrícola Brum Lda., cuja cerimónia decorreu na Igreja da Lapa, seguida de um almoço na Casa dos Açores, à Rua dos Navegantes, na Lapa, Lisboa.

G.R.T., além da já aludida visita de 1975, deslocou-se aos Açores pelo P.P.M. em 1979 e 1984, partido que apresentou candidaturas à Assembleia da República, Assembleia Legislativa Regional dos Açores e Autárquicas. Com a saída de G.R.T. em 1993, a maior parte dos militantes nos Açores acompanharam-no. No entanto, visitou a Região Autónoma dos Açores, e mormente a Terceira, mais algumas vezes, ora a convite da C.V.V. dos Biscoitos, para palestras, em defesa das especificidades relativas à conservação da natureza e preservação da paisagem local, bem assim a convite do Presidente do Município da Praia da Vitória, Carlos Lima – 1991, para o lançamento do livro de Francisco Ernesto de Oliveira Martins “Arquitectura Popular do Ramo Grande” (1991) e dissertar sobre o Património Imóvel do Ramo Grande- Concelho da Praia da Vitória, Ilha Terceira.

Sempre fiel às suas convicções nunca deixou de lutar pela reinstauração duma Chefia de Estado Real para o seu muito amado Portugal.

G.R.T. é monárquico porque: “Por este caráter perene, a Monarquia assume a história na sua inteireza, ultrapassando os estreitos limites de um mandato eleitoral. […] É uma instituição que se insere no ciclo da própria natureza humana: o reinado termina na morte do rei, mas perpetua-se e renova-se pelo nascimento do herdeiro (ou herdeira). Assim, a instituição monárquica consegue representar de modo muito natural e espontâneo a história, a cultura, os anseios e as inquietações das pessoas e das sociedades que serve. De igual modo, a Monarquia reflete o sentir de cada época, sofrendo, inclusivo no seu intimo, as fraturas que as crises de pensamento provocam nas sociedades em período de mudança. Nesse sentido, a Monarquia é intrinsecamente contemporânea. Por isso, não é legitimo projetar nos tempos de hoje as formas que a Monarquia assumiu no passado, nem transpor para um dado país o estilo de funcionamento de uma Monarquia inserida numa sociedade culturalmente distinta.”.

Sem dúvida um Grande Homem, com um extraordinário exemplo de vida.



Amadora, 2 de Abril de 2018

domingo, 1 de abril de 2018

EFEMÉRIDES AÇORIANAS - ABRIL (10)


Angra do Heroísmo 

1.1935- Tem o seu primeiro alvará a Loja do Ti Bailhão, em Angra do Heroísmo.

2.2017- Os estabelecimentos hoteleiros dos Açores registaram um aumento de 14,3% nas dormidas no último mês de Fevereiro, em relação ao período homólogo de 2016, com 73,4 mil dormidas verificadas.

3.1947- É fundada em Água Retorta, Ilha de S. Miguel, a Filarmónica N.ª S.ª da Penha de França.

4.2017-Sete projectos de investimento na área da transformação e comercialização de produtos agrícolas são aprovados nos Açores. Um investimento total de 8,1 milhões de euros, dos quais 4,7 milhões são despesa pública.

5.2017- O rancho de Romeiros da Relva, ilha de S. Miguel, inicia a sua romaria quaresmal  com saída da Igreja de Nossa Senhora das Neves.

6. 2014- Termina nos Açores o Censo anual de Milhafres.

7.2016- A dinâmica EBIB - Escola Básica Integrada da Freguesia dos Biscoitos comemora mais um Dia Nacional dos Moinhos.

8.1963- A Orquestra Filarmónica de Angra actua no Teatro Angrense. 

9.2010- O Presidente do Governo e sua Mulher, Luísa César, oferecem um jantar no Centro Interpretativo do Vulcão dos Capelinhos, ilha do Faial.Presentes o "Donatário" e o "Chico Maria" da Adega da Casa Agrícola Brum.

10.1976- Os Açores estão representados na Feira Industrial de Lisboa. De notar a presença de Vitorino Nemésio e Natália Correia.

11.1832- Encontra-se na Vila das Velas S.M. o Senhor Dom Pedro IV.

12.1995- Continuam as Jornadas de Pintura e Desenho na OFICINA D’ANGRA sob a orientação dos artistas José Nuno da Câmara Pereira e João Miguel Borba.

13. 2003 – Falece em Lisboa o ilustre Açoriano Pedro Laureano de Mendonça da Silveira, natural da freguesia da Fajã Grande, ilha das Flores.

14.2002- realiza-se na Casa do povo da Candelária, ilha do Pico, uma exposição de trabalhos do Curso de Estanho e Bordados.

15. 2016- É lançado no Centro de Estudos Natália Correia, Fajã de Baixo, Ponta Delgada o livro "O Resgate Dos Gémeos" de Ana Sofia Medeiros.

16. 2016- Começa em Ponta Delgada a Semana Académica da Universidade dos Açores.

17.1984- O Sr. António Ângelo da Costa  Melo, residente em Angra do Heroísmo “apanha” junto dos Ilhéus das Cabras um congro com 35 quilos.

18. 1942- É inaugurado em Ponta Delgada (Ilha de S. Miguel) o monumento a Antero de Quental.

19.1840-  Vindo da ilha do Sal entra no porto da Horta o brigue escuna Visconde de Sá. 

20.1996- A Confraria do Vinho de Verdelho dos Biscoitos faz-se representar no Capítulo geral e entronização de Confrades da Colegiada dos Enófilos de S. Vicente, cerimónia que se realiza na Quinta da Alorna – Santarém.

21.1985- Falece, com 48 anos, o Sr. João Borba, ilustre comerciante angrense e distintivo aficionado da tauromaquia.

22.2016- O quinzenário Jornal da Praia (Praia da Vitória) comemora o 34.º Aniversário.

23.2016- A equipa da Fonte do Bastardo derrota na Luz o SL e Benfica, por 3.2, e sagra-se pela 2.ª vez, campeã Nacional.

24- 1977- Abre, após remodelação, na cidade da Horta o “Café Internacional” .

25. 2009- Termina em Angra do Heroísmo o Congresso de Inovação Educacional, o VIII Encontro Educacional (III Encontro Internacional).

26.2005- O Artista Plástico José Pedro Croft expõe, em Ponta Delgada, na Academia das Artes, 55 gravuras.

27.2008- Está nos Açores o Professor Juan Pedro Pérez Trujillo do Departamento de Química Analítica da Universidade de La laguna em Tenerife (Espanha).

28. 1995- A turma N, do 12º ano, da escola Secundária G/B Pe. Jerónimo Emiliano de Andrade, em Angra do Heroísmo, apresenta, hoje e amanhã, no Teatro Angrense, a peça Eurípedes/Jean Paul Sarte “As Troianas”.

29.1995- Decorre, em festa, o lançamento da cerveja CORAL no Negrito, freguesia de S. Mateus da Calheta, concelho de Angra do Heroísmo. Actua o conjunto “Vann Rock”.

30. 1994- A Confraria do Vinho de Verdelho dos Biscoitos está presente na Cerimónia de Investidura de Confrades Enófilos de S. Vicente, cerimónia que se realiza no Convento de Cristo em Tomar.

Fonte: Arquivos de José da Silva Maya, Álvaro de Castro Meneses, “Revista Ilha Terceira” e “Almanaque Açores”.

sexta-feira, 30 de março de 2018

CASA DO POVO DE SANTO ANTÃO

PUBLICA LIVRO DE FRANCISCO BORBA

*Jácome de Bruges Bettencourt


Com a chancela da Chiado Editora, saiu em finais de 2017, o livro de Francisco Fernando de Borba (1949-2010) O Topo e as Fajãs do Norte na ilha de São Jorge, (209 p.). O autor, nascido em Angra do Heroísmo, foi batizado no Topo, pelo padre João Jorge Brasil, tendo passado a infância, quase até aos 10 anos, na freguesia de Santo Antão, donde eram oriundos os avós maternos. Estudou na Terceira, onde concluiu, com elevada classificação, o curso Geral de Comércio. Após a aposentação regressa à sua ilha de eleição, instalando-se numa casa que adquiriu nos Biscoitos da Vila da Calheta, recuperada com o carinho que os meios financeiros lhe proporcionaram. 

Falecido no Centro de Saúde da Calheta, após doença de foro oncológico, foi cumprida a vontade própria de ser enterrado em Santo Antão, que tanto amou, e o seu caixão coberto com a bandeira com o escudo real da Casa de Bragança (e de Portugal), como bom Monárquico que sempre foi.  
   
A nossa Amizade nasceu há mais de 50 anos, tendo-o apresentado, por carta, ao Professor Doutor Jacinto Ferreira, de saudosa memória, diretor do semanário lisboeta “O Debate”, de ideologia monárquica, que o convidou a aí colaborar. Aliás, o Francisco Borba deixou em “O Debate” interessantes escritos, como em outros órgãos de comunicação social, com destaque para o “Diário Insular”; “A União” e “Correio de São Jorge”, assim como no Boletim do Museu Etnográfico da Ilha Graciosa.

Teve o rasgo benemérito de doar o acervo da sua biblioteca e outros curiosos bens a diversas instituições públicas locais, como à Escola Básica e Secundária da Calheta, ao Museu de São Jorge e à Casa do Povo de Santo Antão. A direção desta última, recebeu como espólio o original do livro agora em apreço que conseguiu publicar, que sem dúvida, é o melhor agradecimento e homenagem que se lhe pode prestar. 

Há ainda mais duas obras que aguardam publicação, cuja temática é relacionada com a história do antigo Concelho do Topo (que estava planeado sair em 2 volumes) e a freguesia de Santo Antão. 

Estes trabalhos obrigaram-no a muitas horas de leituras e investigação, assim como de conversa com pessoas, a maior parte já desaparecidas, e a centenas de quilómetros percorridos, a pé, por caminhos, muitos desaparecidos, entre a vegetação agreste das encostas da ilha. 

Uma das pessoas que mais se empenhou no surgimento da obra do Francisco Borba foi o seu amigo Paulo Teixeira (antigo Presidente da Junta de Freguesia de Santo Antão e Presidente da Casa do Povo local), um dos que reconheceram nele o valor que muitos lhe negaram em vida. E lembro as suas qualidades como funcionário público competentíssimo e incapaz de prejudicar quem quer que fosse. Foi responsável, anos a fio pela colocação de pessoal docente nos concursos públicos na Secretaria Regional da Educação e Cultura do Governo Regional dos Açores.

De referir os depoimentos que o livro contém, de quem conheceu bem os terrenos que pisava e com ele privou nas suas andanças como amigo, na vida militar (sargento miliciano enfermeiro, mobilizado em Angola), como funcionário administrativo, com longa carreira nos Açores, (reformado na categoria de chefe dos serviços administrativos da Escola Secundária da Lagoa – São Miguel) e até como Administrador de Posto-Região Administrativa de Angola (quadro ultramarino), sem esquecer a sua atividade política. 

E, lembramos que nos bancos da Escola Industrial e Comercial de Angra do Heroísmo, que ocupou o Palacete Silveira e Paulo, o cognominaram de “O Historiador”, reconhecendo a sua apetência para a História de Portugal… 

Acima de tudo era um homem de carácter.

Contou como seus amigos os dois últimos Duques de Bragança, Dom Duarte Nuno e Dom Duarte Pio, D. João Brito do Rio e seu filho Pedro da Luz Brito do Rio, Jácome de Bruges Bettencourt, José Mendonça Brasil e Ávila, arq. Álvaro Dentinho, arq. Gonçalo Ribeiro Telles, Doutor Henrique Barrilaro Ruas, Francisco Jorge Ferreira, Luis Filipe Cota Moniz, coronel Manuel Lamas de Mendonça, Augusto Ferreira da Silva (Augusto Gomes), Paulo Oliveira Teixeira, Cidália Ramada, Eduardo Guimarães e Valter Bento Ferreira, estes os mais chegados.

Aderiu ao P.P.M., logo na fundação e como tal foi candidato em eleições para a Assembleia da República, Assembleia Legislativa Regional dos Açores e Autárquicas, integrando a equipa que planeava a execução das sessões de esclarecimento ideológico. Porém, a desilusão chegaria anos depois, e como muitos, hoje, consideram que aquilo em que os partidos se converteram constitui um anacronismo corporativo e concluía, desiludido: “temos de ser militantes de Causas e não de Partidos”. 

Penso que neste livro valem, por muito peso, as palavras deixadas pela sua segunda filha, Fernanda Isabel, residente em Ponta Delgada, que foi desportista federada e tal como a irmã mais velha, Ana, que vive em Londres, é enfermeira. Ela reconhece que, apesar de certas vicissitudes, alegra-se bastante por ser filha de um grande Homem, de uma pessoa de valores, com caráter suficiente para assumir posições e suas consequências. Um grande trabalhador e operacional, que não vivia de utopias, em que o saber deveria ser útil e não um delírio! Um católico convicto, que ensinou os filhos a respeitar as diferenças do outro sem nunca esquecer quem era. Detentor de uma personalidade e sabedoria excecional, e incrível força. A Fernanda Isabel termina assim: “Pediu desculpa a quem tinha de pedir…. E morreu rodeado de amigos verdadeiros e não de abutres... Quantos de nós terão a sorte de viver assim e poder morrer assim? Assim era o meu Pai…”

De facto é comovedora esta análise da Fernanda, que creio ser comungada pelos outros filhos. 

Relativamente ao livro em si, lamento as gralhas de composição, por deficiente revisão da Editora, sobretudo nos textos iniciais e menos no corpo do livro, talvez por beneficiar de uma leitura do, igualmente falecido, Professor José Mendonça. 

Espero que em próxima edição se corrija tal, pois esta obra é uma notável achega ou contributo para a história do ex-concelho do Topo. 

Ficamos a aguardar a merecida publicação dos dois outros trabalhos que o Francisco Fernando de Borba com empenho nos legou. 

Curvo-me perante a sua memória, e que Deus o tenha em Sua companhia.

Amadora, 19 de Março de 2018 
  

terça-feira, 20 de março de 2018

"II Praia Wine Festival"

Praia da Vitória- Ilha Terceira - Açores

O Eng.º Manuel Botelho Moreira apreciando vinhos 

O "Praia Wine festival" começa a ser um ponto de encontro dos vinhos açorianos, com um destaque assumido para a freguesia dos Biscoitos berço de nectares de elevada qualidade,em meu entender já não é uma promessa mas uma verdadeira certeza, pois tem congregado os produtores, distribuidores e comerciantes de vinhos dos Açores e de outras regiões do Continente com vinhos de qualidade que nos são apresentados com elegância, gosto e degustados no local, é verdadeiramente o oásis dos enófilos. Gostaria de destacar a apreciação do Eng.º Manuel Botelho que fez do Vinho Donatário da Casa Agrícola Brum, produtor engarrafador mais antigo dos Biscoitos e com um historial com mais de 100 anos de cultura da vinha e do vinho e de saber fazer, mantendo-se como uma identidade de referência obrigatória. Descreveu com elegância esta preciosidade, fazendo notar as características únicas do nosso "Terroir" como a maresia, intensidade, volume e acidez que torna este vinho muito fresco e apetecível, a este amigo e conhecedor o nosso obrigado, que nos torne a presentear com a sua presença para o ano. Também é justo um agradecimento especial a um grande amigo, desde a minha infância até aos dias de hoje, que tem sido a verdadeira alma deste festival, e um grande enófilo, estou a falar do Eng.º Luís Mendes.

Miguel Amorim, Enólogo da Casa Agrícola Brum


O Enólogo Eng.º Miguel Amorim,  durante a apresentação dos vinhos tranquilos "Donatário" e "Da Resistência" produzidos e engarrafados na adega da Casa Agrícola Brum (Biscoitos/Ilha Terceira/Açores).

O Eng. Luís Carreira Mendes a alma de mais um "Praia Wine Festival".


sábado, 10 de março de 2018

Compilação da imprensa (73)


Confraria do Vinho de Verdelho dos Biscoitos

In Revista O Escanção  N.º 95
Jornal Oficial da Região Autónoma dos Açores 
III série- nº 6-quarta-feira, 31 de Março de 1993

Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos
Constituição de associação no dia 10 de Março de 1993 Aqui

Outras "Parras" :

Planta da Freguesia dos Biscoitos (ano 1830) aqui

Plantas Vasculares nas Vinhas dos Biscoitos (ano 1971) aqui.

"A vinha perde-se e a população nada ganha" (ano 1994) aqui.

"Região de Biscoitos, nos Açores - Casas em vez de vinhas" - Santos Mota (ano 1994) - aqui.

"Biscoitos: que futuro? "-José Aurélio Almeida (ano 1996) - aqui.

"As Vinha dos Biscoitos" -Bailinho de Carnaval da Freguesia das Fontinhas. (ano 1997) aqui.

Pisa e Mosto (1997) aqui

Sinónimos- Casta Terrantez da Terceira -Aqui

"Uma virada nos Biscoitos"(Açores)- (ano 1998) aqui.

O viticultor açoriano está envelhecido (ano 1998/99) aqui

“Provedor de Justiça dá razão à Confraria” (ano 1999) aqui.

“Museologia de Interpretação da Paisagem Ecomuseu dos Biscoitos, da ilha Terceira” - por Fernando Santos Pessoa (ano de 2001) aqui.

"Carta de risco geológico da Terceira" (ano ano 2001) aqui.

"Paisagem Báquica - Memória e Identidade" - Aurora Carapinha (ano 2001) aqui.

“A Paisagem Açoriana dos Biscoitos” - por Gonçalo Ribeiro Telles (ano 2002) aqui.

"Fadiga sensorial" (ano 2007) aqui.

"Defender curraletas!" (ano 2007) aqui.

"Tutores" (ano 2007) aqui.

"Rememorando as origens dos Biscoitos nos séculos XV e XVI"- por Rute Dias Gregório (ano 2008) aquiaqui e aqui.

“A Vinha, o Vinho dos Biscoitos e o Turismo” - por Margarida Pessoa Pires (ano 2009) aqui.


"O Aditivo"- por Francisco dos Reis Maduro-Dias -ano de 2009 Aqui

A Casa Agrícola Brum tem nova administração - ANO de 2010 AQUI

Biscoitos de Lava para os “sete magníficos” (ano 2011) aqui

"Acerca do vinho" -por Francisco Maduro-Dias (ano 2011) Aqui

Sócios da associação de viticultores da ilha Terceira -  Adega Cooperativa dos Biscoitos C.R.L.- não recebem há mais de 6 anos- Ano de 2011 - Video RTP  Aqui

Produtores engarrafadores e produção de vinho nos Biscoitos em 2012-  Aqui

Produção de vinho nos Biscoitos em 2015 - Aqui

Garrafa Comemorativa do 125.º Aniversário da Casa Agrícola Brum - 2015 - Video Aqui