quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Compilação da imprensa (66)


A anterior  aqui

Conhecer Portugal

O fascínio dos Biscoitos
Por Manuel Miranda
Na  Revista O Escanção Março/Abril de 2007 

Clicar na imagem para melhor ler


Outras "Parras" :

Planta da Freguesia dos Biscoitos (ano 1830) aqui

Plantas Vasculares nas Vinhas dos Biscoitos (ano 1971) aqui.

"A vinha perde-se e a população nada ganha" (ano 1994) aqui.

"Região de Biscoitos, nos Açores - Casas em vez de vinhas" - Santos Mota (ano 1994) - aqui.

"Biscoitos: que futuro? "-José Aurélio Almeida (ano 1996) - aqui.

"As Vinha dos Biscoitos" -Bailinho de Carnaval da Freguesia das Fontinhas. (ano 1997) aqui.

Pisa e Mosto (1997) aqui

Sinónimos- Casta Terrantez da Terceira -Aqui

"Uma virada nos Biscoitos"(Açores)- (ano 1998) aqui.

O viticultor açoriano está envelhecido (ano 1998/99) aqui

“Provedor de Justiça dá razão à Confraria” (ano 1999) aqui.

“Museologia de Interpretação da Paisagem Ecomuseu dos Biscoitos, da ilha Terceira” - por Fernando Santos Pessoa (ano de 2001) aqui.

"Carta de risco geológico da Terceira" (ano ano 2001) aqui.

"Paisagem Báquica - Memória e Identidade" - Aurora Carapinha (ano 2001) aqui.

“A Paisagem Açoriana dos Biscoitos” - por Gonçalo Ribeiro Telles (ano 2002) aqui.

"Fadiga sensorial" (ano 2007) aqui.

"Defender curraletas!" (ano 2007) aqui.

"Tutores" (ano 2007) aqui.

"Rememorando as origens dos Biscoitos nos séculos XV e XVI"- por Rute Dias Gregório (ano 2008) aquiaqui e aqui.

“A Vinha, o Vinho dos Biscoitos e o Turismo” - por Margarida Pessoa Pires (ano 2009) aqui.


"O Aditivo"- por Francisco dos Reis Maduro-Dias -ano de 2009 Aqui

A Casa Agrícola Brum tem nova administração - ANO de 2010 AQUI

Biscoitos de Lava para os “sete magníficos” (ano 2011) aqui

"Acerca do vinho" -por Francisco Maduro-Dias (ano 2011) Aqui

Sócios da associação de viticultores da ilha Terceira -  Adega Cooperativa dos Biscoitos C.R.L.- não recebem há mais de 6 anos- Ano de 2011 - Video RTP  Aqui

Produtores engarrafadores e produção de vinho nos Biscoitos em 2012-  Aqui

Produção de vinho nos Biscoitos em 2015 - Aqui

Garrafa Comemorativa do 125.º Aniversário da Casa Agrícola Brum - 2015 - Video Aqui

sábado, 12 de agosto de 2017

XXVI Festa da Vinha e do Vinho dos Biscoitos

Ilha Terceira - Açores


Clicar na imagem para ler melhor

Origem da Festa da Vinha e do Vinho dos Biscoitos... aqui



terça-feira, 1 de agosto de 2017

EFEMÉRIDES AÇORIANAS - AGOSTO (9)

Angra do Heroísmo - Rua da Sé , 1908

1.1880. É Fundada em Sam Leandro a “UPEC” - União Portuguesa do Estado da Califórnia, presidida pelo picoense António Fonte.

2. O Presidente da República Portuguesa, Dr. Mário Soares encerra em Angra do Heroísmo o II Colóquio Internacional “Os Açores e as Dinâmicas do Atlântico”.

3.1975- Encontra-se no porto de Ponta Delgada a fragata Pereira da Silva da marinha de guerra portuguesa, que é atribuída ao Comando Naval dos Açores, em rendição da fragata João Belo.

4.1971- Completa meio século de existência a Associação de Futebol de Angra do Heroísmo.

5. 1980- É fundada em Ponta Delgada a Academia das Artes dos Açores.


7. 1944- O “Douglas C-47” utiliza pela primeira vez a pista de aterragem que se viria a denominar Aeroporto de Santa Maria.

8.2011-Encontra-se na Terceira, a fim de participar nas festividades da freguesia da Terra-Chã, a Filarmónica Lira e Progresso Feteirense da freguesia da Feteira, concelho da Horta, ilha do Faial.

9.1974- Com direcção de António Furtado e registo de som de Ângelo Costa, acaba de ser lançado no mercado do disco norte americano, pela firma Furtado Imports de Santa Clara, Califórnia, um LP contendo trechos do folclor faialense apresentados pelo Rancho Folclórico e Tuna do Salão, concelho da Horta.

10.1986- Realiza-se na Praça de Toiros, em Angra do Heroísmo, uma tourada, com toiros adquiridos ao ganadeiro Oliveiras, Irmãos, no continente português, a favor do 1.º Centenário das Festas de Nossa Senhora de Lourdes, freguesia dos Altares, concelho de Angra do Heroísmo. A Comissão destas celebrações está assim constituída: Padre João Maria Mendes, Joaquim do Álamo, José João Couto Rocha, José Manuel Lopes, Carlos Mendes, José Joaquim Melo, Mário Sales, Moisés Mendes, Francisco Luís Gomes, José Alberto Ferreira e José Diamantino Dias. 

11.1940- Abre na Horta o Museu Regional e de História Natural.

12.1985- A Sociedade Musical União das Fontinhas -  freguesia das Fontinhas, concelho da Praia da Vitória, comemora o seu 1.º Centenário.

13.1984- É apresentado ao público, na Loja do Adriano em Angra do Heroísmo, o livro de Augusto Gomes, “Filósofos da Rua”.

14.2009- Tem inicio as Festas da Freguesia de Agualva., Ilha Terceira.

15. 1942- É inaugurado em Ponta Delgada, ilha de S. Miguel, o Cine Jade.

16. A Câmara de Angra do Heroísmo proíbe vendilhões no Jardim Duque da Terceira.

17.1908- Chega a Angra, a bordo do vapor “Sam Miguel” o mecânico Francisco Lourenço da Cruz a fim de reparar graves avarias na viatura marca Brasier 16-25 H.P., de quatro cilindros, usado pelos médicos e pessoal de enfermagem na luta contra a peste bubónica que então alastrava pela Ilha.

18. 1995- Comemora-se os 400 anos da Freguesia de Santa Luzia de Angra, pela respectiva junta de freguesia.

19. 1988- Vindo da Turquia encontra-se de passagem na Base Aérea 4, Lajes, concelho da Praia da Vitória, o Chefe do estado-maior da Força Aérea dos Estados Unidos, Gen. Larry Welch.

20.2010- Decorre o encerramento, na Sé Catedral, do Festival de Órgãos de Tubos de Angra do Heroísmo, evento integrado nas Comemorações dos 475 anos da Elevação de Angra a Cidade.

21.1979- Angra faz 445 anos como cidade.

22.1976- É Criada, por decreto Lei, a Junta Administrativa e de Desenvolvimento Regional- Junta Regional dos Açores – devido ao levantamento popular de 6 de Junho de 1975 em Ponta Delgada. 

23. 1982. Criada pelo Dec-Lei n.º 34/82, a Zona Franca de Santa Maria é regulamentada pelo Dec-regional 54/82.

24.1973- É inaugurada a piscina na freguesia da Ribeira Chã, concelho da Lagoa (ilha de S. Miguel).


26.2010- Vindos da freguesia de Ribeira de Frades (Coimbra) está na ilha Terceira o conhecido Grupo Gaiteiros “Boinas Pretas”.

27.1837- Embarca para o Brasil o terceirense João d’Illion e Silva.

28.1900- Continuam, na Horta, em bom ritmo os trabalhos do cabo submarino. 

29. 1934- Uma pequena fonte de água na freguesia do Raminho, concelho de Angra do Heroísmo, é submetida a análise cujos resultados ficam registados na acta da sessão da Junta Geral do Distrito de Angra do Heroísmo: ”Água levemente acidulada, bastante cloretada, sódica, gás carbónico e um pouco magnésio”. Na mesma sessão camarária volta-se a falar da Fonte Termal, sulfurosa, na baía do Fanal, na cidade de Angra do Heroísmo, quase nada conhecida, da qual parece não haver nenhum estudo laboratorial.

30. 1991- Tem início na ilha do Corvo a primeira acção de formação destinada a agricultores.

31. 1926- Sismo causa grandes danos na cidade da Horta.

Fonte: Arquivos de José da Silva Maya, Álvaro de Castro Meneses, “Revista Ilha Terceira” e “Almanaque Açores”.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Exposição da obra ex-librística de SEGISMUNDO PINTO nos 50 anos da sua actividade artística

Homenagem da Academia Portuguesa de Ex-Líbris


Depois de inaugurada a exposição da obra ex-librística de Segismundo Pinto, patente nas salas do rés-do-chão do Palácio Almada, denominadas núcleo Fernando Pessoa que apresenta à entrada uma interessante e grandiosa escultura pessoana de autoria de Dórita Castelo-Branco,  José Colaço, abriu os trabalhos lendo o expediente mencionando cerca de trinta mensagens, quatro delas vindas dos Açores.
António Luís Marques Francisco usou depois da palavra em representação da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que tem sido parceira da A.P.E.L. em várias atividades desenvolvidas nas instalações do Palácio Almada.
Sérgio Avelar também falou dos 65 anos da Academia bem assim, das direções e seus presidentes.
Jácome de Bruges Bettencourt referiu o trabalho desenvolvido pela delegação da A.P.E.L. nos Açores ao longo destas três dezenas de anos, em que se levaram a cabo 21 exposições, a maior parte na ilha Terceira. Publicaram-se catálogos destas exposições com textos de vários artistas ex-libristas e foram lançados dois catálogos inventariando, até à atualidade, 265 marcas de posse usadas por açorianos e instituições da Região Autónoma dos Açores. Referiu nomes como Aulo-Gélio Severino Godinho, Fausto Moreira Rato, Manuel de Lancastre Bobone, António Paes Ferreira, Ruy Palhé da Silva, Eugénio Mealha Costa, Mário Vinhas, Luís Ferros, Francisco de Simas Alves de Azevedo, Carlos Miguel Arthur e mais alguns nomes ligados à nossa Academia, que enviavam para a ilha Terceira as suas publicações e muitos ex-libris que alimentaram a minha coleção durante anos. Destes, só resta um, o ator Carlos Miguel.
Só em 1987 passei a sócio efetivo e construí amizade com Sérgio Avelar Duarte, Victor Escudero de Campos, José Colaço, José Filipe Menandez, Ana Cristina Martins e David Fernandes da Silva. O Segismundo Pinto era meu amigo já dos anos 60.
Entre as ações desenvolvidas destaca-se o X Encontro Nacional de Ex-Libristas, de 1993, que foi dedicado aos pertences usados por gente e instituições dos Açores, realizado na Casa dos Açores de Lisboa, na Rua dos Navegantes à Lapa, onde esteve patente uma excelente exposição de Ex-Libris Açorianos, que aliás mereceu o primeiro catálogo da especialidade numa iniciativa da A.P.E.L., apoiada pelo Governo Regional dos Açores.
Relativamente ao Segismundo Pinto, aqui merecidamente homenageado, conheço-o à mais de meio século dos tempos em que vivi em Campo d’Ourique, na Rua Coelho da Rocha, dos tempos em que cortávamos o cabelo na tenda de mestre Manacés, o mesmo que servira de barbeiro a Fernando Pessoa. Tempos da Causa Monárquica, ao Camões. Enfim, de jovens com interesses que se mantiveram pela vida fora. Viemos a encontrar-nos na A.P.E.L., nos anos 80.
Em julho de 1988, à quase trinta anos, convidei o Segismundo Pinto a fazer a sua primeira grande exposição de marcas de posse, com o apoio do Município Angrense. Foi a primeira vez que um grande Mestre da gravura em linóleo apresentou os seus trabalhos nos Açores, e um ano antes Mestre Paes Ferreira aí esteve com gravuras em talho doce, aço ou cobre. S.P. no primeiro certame apresentou 150 ex-líbris e da segunda vez em 2004, 270 peças.
De realçar o tratamento heráldico, inovador, sem infringir regras, com a própria criação de novas peças, em casos de diferenças. Essa imaginação permite-lhe usar escudos por vezes de fantasia bem conseguidos, o lançamento de paquifes acompanhados de virol numa imaginação prodigiosa de excecional mestria.
Não conheço outro artista que, como ele domine a heráldica e o que digo está patente na exposição que ora vemos nestes seus 417 pertences, dos quais 44 foram executados para gente dos Açores.
Permito-me assim, afirmar perentoriamente, que Segismundo Pinto é o mais notável artista heraldista português, que transferiu para os Ex-Líbris temáticos no seu ordenamento ou lançamento das peças heráldicas, como paquifes, cartelas, manteletes, formas dos escudos, elmos ou coronéis, que consegue adequar ao estilo de cada peça, isto sem quebrar o rigor da ciência de brasonar.
Deste nosso grande Amigo, havia muito mais a dizer. Nascido em Lisboa em 1945, licenciou-se, aí, em Economia pelo I.S.E., e em Arquitetura pela E.S.B.A.L.. Funcionário público aposentado com importantes cargos diretivos assumidos, antigo docente do Instituto Superior do Serviço Social, ocupando a presidência do Conselho Diretivo durante vários anos. Foi premiado várias vezes como escultor e mereceu referências bibliográficas em dicionários portugueses e estrangeiros de arte. Publicou dezenas de trabalhos.
Sabemos que S.P. tem entre mãos quatro ou cinco ex-líbris, um deles para Jorge Carlos Almeida Fonseca, constitucionalista, agora Presidente da República de Cabo Verde, em 2º mandato.
Encerrou a sessão Victor Escudero, aliás autor do notável e bastante apropriado texto do catálogo de que se reproduziram 130 exemplares, 100 com numeração árabe e 30 em romana, que se esgotaram num ápice, uma vez que no salão nobre do Palácio da Independência ou dos Almadas estiveram presentes mais de 100 pessoas.
Como Victor Escudero afirma “Contudo, com esta mostra e o presente catálogo, não fica saldada a dívida que Todos temos para com o nosso Homenageado… falta, ainda, o grande livro que urge para memória futura e o reconhecimento do Estado Português que é já mais do que cabido ao Mérito Artístico e Cultural de Segismundo Pinto. Então, aí, teremos oportunidade de imprimir tudo quanto nos vai na alma e o coração teima em verbalizar… por ora, fiquemo-nos por mais esta página que ilustra o Bem Querer que muitos desejamos expressar ao Académico, ao Artista e ao Amigo… Segismundo Manuel Peres Ramires Pinto… o Ex-Librísta, número 1!”.

Fotos gentilmente cedidas pela Academia Portuguesa de Ex-Líbris

terça-feira, 18 de julho de 2017

COMENTÁRIOS ACERCA DOS BISCOITOS DO ECO-MUSEU E DO FUTURO…

Dr. Francisco Maduro-Dias - Museu do Vinho dos Biscoitos da Casa Agrícola Brum. 
 25.ª Festa da Vinha e do Vinho - Setembro de  2016 . Ilha Terceira / Açores

Agradecendo a oportunidade e o convite para uma palestra, mais até em jeito de conversa, por ocasião da festa do vinho e da vinha dos Biscoitos, neste início de Setembro de 2016, deixo aqui algumas das ideias que mais me preocupam, no que respeita ao tema em título, sem esquecer que aqui estou, também, na qualidade de Grão-mestre da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos.

1. Os Biscoitos atravessam, desde há décadas, uma fase de expansão urbana. 
Como lugar de um clima especial e com a particularidade de permitir, a quem lá vive, ter uma sensação diária de viver “em férias”, foram e têm sido muitos os que construíram uma segunda casa, que acabou por ser a primeira.
De facto, os Biscoitos da Terceira ficam “do lado de lá”, querendo eu dizer com isto que ficam longe e fora do dia a dia de trabalho, com um sol-pôr “ao contrário” de quem mora em Angra e mesmo algo diferente de quem mora ou trabalha na Praia. Chegar aqui, todos os dias, depois de ter estado nesses outros lugares, é, realmente, poder “mudar de ares”, e isso é bom.
Isso e o clima fizeram com que muitos decidissem trocar as vinhas e as curraletas abandonadas por uma “adega”, nem que ela tenha uns bastos e avantajados metros quadrados de área coberta.
Por outro lado, muitos acham por bem que a vinha exista, desde que seja nas curraletas ao lado, e, enquanto houver vinho nos supermercados e lojas ou noutras ilhas, tem sido difícil manter uma área útil capaz para o Verdelho e, já agora, o Arinto, o Terrantez e outros, de que o campo ampelográfico do Museu do Vinho, da Casa Agrícola Brum, é testemunho e testemunha.
Enfim, como muitas coisas na vida, nada se faz sem trabalho e os resultados começam, embora Ainda ténues, a aparecer.
A seguir temos a questão da área, onde se pode dizer que existe perto de 70% de espaço ainda disponível para expansão. Depois, a lição do vizinho Pico, onde parece que o negócio começa a mostrar alguns frutos, esperando-se que, aqui nos Biscoitos, o caminho seja semelhante. Finalmente a própria qualidade climática desta zona da ilha, antigamente famosa também pela fruta, além do vinho.

2. Passando adiante vamos pensar no que a memória pode ajudar quando se fala nestas coisas do turismo, da economia sustentável, da qualidade dos bens produzidos, do futuro dos lugares e comunidades.
Falar em memória é falar de museus, de centros de interpretação, de eco-museus, de colecções visitáveis, de bibliotecas.
Ora os Biscoitos têm, desde há décadas, um eco-museu, o que é, muito provavelmente, o tipo de espaço cultural que melhor lhe podia acontecer e mais apertadamente lhe cabe, no que diz respeito a estas coisas do vinho, da vinha e da paisagem.
Diria mesmo que é, dos que conheço, o que mais se me afigura um verdadeiro eco-museu! Porque agrega todas as funções que julgo serem as certas para se poder dizer que o é, ao contrário de muitos outros que, sendo embora muito bons repositórios de memória, acabam por ser aquilo que uma vez designei por “salas com esqueletos pendurados da parede”, já sem vida, e que apenas apontam para o passado e para uma quase mórbida atitude de pena e lamento.
Esta casa, aquela onde se celebra, em cada ano, a festa do vinho e da vinha dos Biscoitos, é um eco-museu porque:
Primeiro, tem um espaço de memória, sem ser demasiado grande ou demasiado pequeno, que recolhe os testemunhos e apresenta uma narrativa. Poderia ter uma variedade imensa de outras formas de expor mas, na sua simplicidade e organização, deixa clara a mensagem, e incluo aqui a zona do campo ampelográfico e de mostra das curraletas; 
Depois, tem relação efectiva com um território vivo e produz vinho! E isso liga toda a memória passada com a prática quotidiana de agora e com o futuro. Trata-se, portanto, não de um lugar onde se choram tempos já acabados, mas onde se sente a vida de agora, com as suas qualidades, dificuldades e anseios.
Falta, então o quê?
Se existe território, se existe memória, se existe presente de cultivo, se existe uma - enorme, por comparação com a actualidade - possibilidade de ampliação, embora ainda estejamos na penumbra, no que respeita a vinho - e já agora fruta - a sério, em quantidade e qualidade, dos Biscoitos, o único caminho que podemos propor é o da consolidação do que está feito, do adequado planeamento do território para que vinha e habitação saibam onde cada uma pode estar e, principalmente, há que chamar a terreiro todas as forças políticas e entidades com responsabilidade administrativa para que, descendo ao terreno, ajudem a construir um futuro que, tanto quanto vejo, é muito mais risonho aqui do que em muitas outras freguesias da ilha, da região e do País.
Porque é indiscutível que existe lugar para a vinha e o vinho que hoje, mais uma vez, comemoramos.
Saibamos querer!

terça-feira, 11 de julho de 2017

Compilação da Imprensa (65)

O anterior AQUI
Memórias

O  ESTADO  DO  NOSSO  PATRIMÓNIO

Um vinho 
arrancado da lava
In Revista Volta ao Mundo - Janeiro 1996

Clicar na imagem para melhor ler

Casa Agrícola Brum com nova administração - 2010- Aqui

Garrafa Comemorativa do 125.º Aniversário da Casa Agrícola Brum - 2015 - Vídeo Aqui



Outras "Parras" :

Planta da Freguesia dos Biscoitos (ano 1830) aqui

Plantas Vasculares nas Vinhas dos Biscoitos (ano 1971) aqui.

"A vinha perde-se e a população nada ganha" (ano 1994) aqui.

"Região de Biscoitos, nos Açores - Casas em vez de vinhas" - Santos Mota (ano 1994) - aqui.

"Biscoitos: que futuro? "-José Aurélio Almeida (ano 1996) - aqui.

"As Vinha dos Biscoitos" -Bailinho de Carnaval da Freguesia das Fontinhas. (ano 1997) aqui.

Pisa e Mosto (1997) aqui

Sinónimos- Casta Terrantez da Terceira -Aqui

"Uma virada nos Biscoitos"(Açores)- (ano 1998) aqui.

O viticultor açoriano está envelhecido (ano 1998/99) aqui

“Provedor de Justiça dá razão à Confraria” (ano 1999) aqui.

“Museologia de Interpretação da Paisagem Ecomuseu dos Biscoitos, da ilha Terceira” - por Fernando Santos Pessoa (ano de 2001) aqui.

"Carta de risco geológico da Terceira" (ano ano 2001) aqui.

"Paisagem Báquica - Memória e Identidade" - Aurora Carapinha (ano 2001) aqui.

“A Paisagem Açoriana dos Biscoitos” - por Gonçalo Ribeiro Telles (ano 2002) aqui.

"Fadiga sensorial" (ano 2007) aqui.

"Defender curraletas!" (ano 2007) aqui.

"Tutores" (ano 2007) aqui.

"Rememorando as origens dos Biscoitos nos séculos XV e XVI"- por Rute Dias Gregório (ano 2008) aquiaqui e aqui.

“A Vinha, o Vinho dos Biscoitos e o Turismo” - por Margarida Pessoa Pires (ano 2009) aqui.


"O Aditivo"- por Francisco dos Reis Maduro-Dias -ano de 2009 Aqui

A Casa Agrícola Brum tem nova administração - ANO de 2010 AQUI

Biscoitos de Lava para os “sete magníficos” (ano 2011) aqui

"Acerca do vinho" -por Francisco Maduro-Dias (ano 2011) Aqui

Sócios da associação de viticultores da ilha Terceira -  Adega Cooperativa dos Biscoitos C.R.L.- não recebem há mais de 6 anos- Ano de 2011 - Video RTP  Aqui

Produtores engarrafadores e produção de vinho nos Biscoitos em 2012-  Aqui

Produção de vinho nos Biscoitos em 2015 - Aqui

Garrafa Comemorativa do 125.º Aniversário da Casa Agrícola Brum - 2015 - Video Aqui

segunda-feira, 10 de julho de 2017

PRESIDENTES DA JUNTA DE FREGUESIA DA SÉ - ANGRA DO HEROÍSMO

Jácome de Bruges Bettencourt, escritor:

"Cada vez mais as pessoas afastam-se dos partidos"


In entrevista ao DI (Diário Insular) de 08-.Julho.2017 acerca do livro Presidentes de Junta de Freguesia da Sé de Angra.



"Fui convidado pelo executivo autárquico da Junta de Freguesia da Sé, no âmbito do Dia da freguesia, 6 de Agosto de 2016, para falar sobre os oito presidentes desta Junta, desde 1964 que contribuíram para o seu desenvolvimento, sobretudo, sobretudo, durante os 40 anos de Poder Local na região Autónoma dos Açores, já que conheci pessoalmente todos eles.
Daí que após a palestra, Cecília Costa Nídia Lopes Inácio e Alberto Lobão respectivamente, presidente, secretária e tesoureiro, que me pediram que preparasse esse texto para publicação em livro, o que constituirá, sem dúvida, uma homenagem aos visados, o que concordei e assim o fiz."