terça-feira, 3 de março de 2015

Compilação da imprensa (47)

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"AÇORES VIVEM A HORA DE BACO"

editorial - Diário Insular 28 de Fevereiro de 2015
Produção de vinho nos Biscoitos em 2014 - aqui

Outras "Parras" :
Sinónimos- Casta Terrantez da Terceira -Aqui

Planta da Freguesia dos Biscoitos (ano 1830) aqui

Plantas Vasculares nas Vinhas dos Biscoitos (ano 1971) aqui.

"A vinha perde-se e a população nada ganha" (ano 1994) aqui.

"Região de Biscoitos, nos Açores - Casas em vez de vinhas" - Santos Mota (ano 1994) - aqui.

"Biscoitos: que futuro? "-José Aurélio Almeida (ano 1996) - aqui.

"As Vinha dos Biscoitos" -Bailinho de Carnaval da Freguesia das Fontinhas. (ano 1997) aqui.

Pisa e Mosto (1997) aqui

"Uma virada nos Biscoitos"(Açores)- (ano 1998) aqui.

O viticultor açoriano está envelhecido (ano 1998/99) aqui

“Provedor de Justiça dá razão à Confraria” (ano 1999) aqui.

“Museologia de Interpretação da Paisagem Ecomuseu dos Biscoitos, da ilha Terceira” - por Fernando Santos Pessoa (ano de 2001) aqui.

"Carta de risco geológico da Terceira" (ano ano 2001) aqui.

"Paisagem Báquica - Memória e Identidade" - Aurora Carapinha (ano 2001) aqui.

“A Paisagem Açoriana dos Biscoitos” - por Gonçalo Ribeiro Telles (ano 2002) aqui.

"Fadiga sensorial" (ano 2007) aqui.

"Defender curraletas!" (ano 2007) aqui.

"Tutores" (ano 2007) aqui.

"Rememorando as origens dos Biscoitos nos séculos XV e XVI"- por Rute Dias Gregório (ano 2008) aquiaqui e aqui.

“A Vinha, o Vinho dos Biscoitos e o Turismo” - por Margarida Pessoa Pires (ano 2009) aqui.

"O Aditivo"- por Francisco dos Reis Maduro-Dias -ano de 2009 Aqui

Biscoitos de Lava para os “sete magníficos” (ano 2011) aqui

"Acerca do vinho" -por Francisco Maduro-Dias (ano 2011) Aqui

Produtores engarrafadores e produção de vinho nos Biscoitos em 2012-  Aqui

Produção de vinho nos Biscoitos em 2014 - aqui



domingo, 1 de março de 2015

EFEMÉRIDES AÇORIANAS – MARÇO (7)

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Angra- Real Capela do Colégio. Cópia do desenho à pena do alferes de infantaria Jayme Vaz. Vendo-se na torre direita o primeiro Posto Meteorológico dos Açores.

1. 1900- A Farmácia Santos de Eusébio Santos, na Rua da Sé, vende a excelente “Agua Alcântara” do Vale das Furnas, ilha de São Miguel, especialmente para facilitar a digestão.

2.1840- A escuna inglesa Hero encontra-se no porto da Horta.

3. 1728- É colocada a primeira pedra da igreja da Misericórdia d’Angra, situado em frente do Largo 3 de Março.

4.1900- A Tabacaria Popular de Arão Benarús, à Rua da Sé tem Cigarrilhas “Senoritas Labor” em caixas de 100, 50, 25 e de 20, próprias para ofertas, para além dos conhecidos “Franklin” em carteiras de 5 cigarrilhas.

5.1900- A Farmácia Monteiro, Rua da Sé 70-72, tem um novo desinfectante e purificante o Jeyes’ concetrado, que “não envenena, nem queima, nem faz nódoa.

6.1452- É colocada a “primeira pedra” nos alicerces da Igreja de S. Francisco, em Angra.

7. 1956- A Central de Rádio de Eduardo da Rosa Júnior, Rua do Correio, 14, Praia da Vitória, recebe modernos rádios da marca Philips.

8.1955- “Esta noite choveu pedra”, original de Pedro Bloch, no Teatro Angrense com João Villaret. 

9. 1955- João Villaret sobe ao palco do Teatro Angrense para um recital de poesia. 

10.1776- Nasce na Horta José Francisco da Terra Brum. 

11.1644- Uma provisão de D. João IV dispõe a favor das obras da Sé d’Angra 3.000 cruzados obtidos anualmente com direitos das exportações do pastel da Ilha de S. Miguel. 

12. 1985- A Iluminante Terceirense de L.A. da Silva Cardoso, Ld.ª, à Rua Padre António Cordeiro, 82, (Rua da Palha) recebe nova remessa de eletrodomésticos. 

13.1956- Os Armazéns Martins de João Esteves Júnior, na Rua da República (Rua da Sé), 61 a 69, tem grandes sortidos em nylon, organizas, mousselines, etc.

14. 1956- O Salão Gaspar na Rua de Lisboa (Rua Direita), 94, tem bonés para filarmónicas civis e militares.

15. 1492- É criado em Angra, por El-Rei D. João III, o Hospital de Santo Espírito. É igualmente fundada a Confraria de Santo Espírito, sedeada na Igreja da Misericórdia  

16. 1956- A Casa Fraternidade de Manuel Mendes Pinheiro&Filho, Lda. á Praça Francisco de Ornelas da Câmara, 9 a 14, na Vila da Praia da Vitória, tem modernas louças domésticas e sanitárias.

17. 1804- Na Igreja do Colégio d’Angra está erecta a Irmandade de N.ª S.ª do Carmo e a do Senhor dos Passos desde o encerramento do Convento da Graça.

18. 1829- Estabelece-se no Castelo (Fortaleza) de S. João Baptista, em Angra, a “casa da Moeda”, por iniciativa da junta provisória em nome da Senhora D. Maria II. A criação foi confirmada por decreto da Regência do Reino de 5 de Abril de 1830. Na Casa da Moeda apenas se cunharam moedas de bronze no valor de 80rs.

19. 1900- A Fábrica de Tabacos Flor d’Angra, na Rua do Morrão 30, aceita pessoas que queiram empregar-se nesta indústria.

20.1876- Começam as obras da construção do porto da Horta. 

21.1974- O Sr. Aníbal Veríssimo vai doar terreno destinado ao alargamento do palco da Fanfarra Operária, instituição angrense.

22. 1956- O Sr. José Adriano da Costa, na Praça da Restauração (Praça Velha), 20, 21 e 22, tem para venda máquina alemã de secar roupa marca “Pico”. Cinco quilos de roupa pronta a engomar em 5 minutos. Consumo máximo de $40 por hora.

23.1720- É benzida a Igreja do Castelo em Angra do Heroísmo.

24. 1905- A Chapelaria Terceirense de Raymundo do Canto, na Rua de S. João, 70, em Angra do Heroísmo, tem à venda grande variedade em feltros. Executa por medida em formato á escolha do freguês.

25.1917- Chega adubo ao depósito da Firma do Sr. Fortunato Soares de Melo, gerente e depositário da Industrial Micaelense, na Rua dos Mercadores, 64 a 68, em Ponta Delgada, 

26.1985- A Relojoaria Fonseca, à Rua Serpa pinto, 12, na Praia da Vitória, conserta todo o tipo de relógios mecânicos e de Quartzo.

27.1960- A Loja Modesta de Narciso Cardoso Borges, na Rua Dr. Alexandre Ramos, na Praia da Vitória, tem novidades em malhas, fatos, sedas e lãs.

28. 1836- Por decreto Angra do Heroísmo passa a Capital do districto central dos Açores.

29.1900- A Tipografia Sousa & Andrade, à Rua Jacinto Cândido 15, em Angra do Heroísmo, tem o Almanach Açoreano em liquidação ao preço de 375 rs.

30.1876- A Rua de S. Pedro, Largo 11 de Agosto, Rua da Sé, Praça da Restauração, Rua D. Maria Amélia, e Rua D. Carlos I, são consideradas como fazendo parte da estrada real n.º 1.

31.1974-O comerciante angrense Sr. Arnaldo Fernandes Lobão, proprietário do estabelecimento de fazendas “A Primavera” muda as suas instalações para a Rua do Santo Espírito, 84.

 Fonte: Arquivos de José da Silva Maya, Álvaro de Castro Meneses, Arquivo Cabido da Sé d’Angra e “Almanaque Açores”.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Assembleia Legislativa dos Açores aprova, por unanimidade, votos de saudação e congratulação pelos 125 anos da Casa Agrícola Brum



A Assembleia Legislativa dos Açores aprovou por unanimidade, no dia 10 de Fevereiro pp, um voto de saudação, proposto pelo deputado do PS Nuno Meneses, pelos 125 anos da Casa Agrícola Brum o qual “deve ser dado conhecimento formal à Câmara e Assembleia Municipal da Praia da Vitória, à Junta e Assembleia de Freguesia dos Biscoitos e à Família Brum. A Casa Agrícola Brum, fundada em 1890 afirmou-se desde sempre como uma produtora vitícola e assume-se hoje, não só como uma marca de referência na Ilha Terceira e nos Açores, mas também como um agente importante na defesa da qualidade no sector. Se o vinho do Pico foi o dos Czares, o dos Biscoitos, no séc. XVI, foi o vinho das Caravelas da rota das Índias e das Especiarias. Entre os produtos essenciais ao abastecimento das armadas figurava o vinho “Verdelho”. 
Nessa época, e ainda hoje, a maior mancha de biscoito na ilha Terceira, fica na freguesia dos Biscoitos, na tradicional paisagem de produção de vinho, actualmente Região Demarcada.” 
No “Correio dos Açores”

Na mesma sessão de trabalhos e também ao abrigo das disposições regimentais aplicáveis, a Deputada Judite Parreira pelo Grupo Parlamentar do PSD propôs um voto de congratulação pelo 125.º Aniversário da Casa Agrícola Brum, aprovado por unanimidade, “que deverá ser dado conhecimento a Luís Mendes Brum e aos seus filhos Luís Fernando e Maria Cristina Pinheiro Brum”.



terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

125 anos de Casa Agrícola Brum


No passado dia 2 de Fevereiro de 2015, a Casa Agrícola Brum deu inicio às comemorações do seu 125º aniversário com o lançamento de 125 garrafas em grés, cozidas a 1200ºC em forno de lenha durante 36 horas e cujo vidrado é composto de pó de pedra local, pelo artista terceirense Renato Costa e Silva, que assina e numera cada peça.

Fundada a 2 de Fevereiro de 1890 pelo inovador vinhateiro e proprietário Francisco Maria Brum, a Casa Agrícola Brum celebrou 125 anos de História na companhia de amigos e colaboradores. O investigador e autor de várias obras já publicadas, como “A Cerâmica Terceirense”, Jácome de Bruges Bettencourt, Cônsul Honorário da República de Cabo Verde, proferiu algumas palavras sobre a História e engrenagem da CAB,  tendo o conhecido artista Renato Costa e Silva focado o seu discurso na sua peça. Por outro lado, e uma vez que se comemoram também os 25 anos de existência do espaço etnográfico da CAB – o Museu do Vinho dos Biscoitos – seguiu-se uma visita guiada pela sala de exposição permanente, recentemente remodelada por Edmundo Díaz Sotelo. Como não poderia deixar de ser, presente na cerimónia um Biscoitos d’Honra, acompanhado pelo Bolo do Tijolo (1).

(1) Resquício do pão ázimo, cozido duas vezes (biscoctus), alimento base das tripulações durante o período dos Descobrimentos (séc. XV e XVI).
 A origem toponímica da povoação dos Biscoitos está na espontânea analogia entre as pedras da calçada das vinhas (negras vulcânicas) e os pedaços do biscoctus (do latim, o pão “cozido duas vezes”) lembrando os biscoitos dos marinheiros portugueses do tempo dos Descobrimentos.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

EFEMÉRIDES AÇORIANAS – FEVEREIRO (7)

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Baía d’Angra  inicio do século XX

1. 1875 - Falece em Ponta Delgada João Teixeira Soares de Sousa, natural da ilha de S. Jorge, investigador, escritor e politico.  

2. 1930- Foto Bazar de António José Leite, à Rua de S. João, 137, em Angra do Heroísmo, vende bilhetes-postais, máquinas e artigos fotográficos.

3. 1860- José Augusto Cabral de Mello e Silva, cavaleiro professo da Ordem de Cristo, Secretário da Câmara Municipal, advogado público, poeta e exímio calígrafo termina a ODE em aplauso do monumento levantado na cidade de Angra do Heroísmo á Memória de Sua Majestade o Senhor Dom Pedro, Duque de Bragança.

4.1900- O cirurgião dentista Dr. João Caetano D’Azevedo informa que abriu o seu consultório na Rua Direita, 68, em Angra do Heroísmo.

5.1930- A Latoaria Machado de Guilherme Machado à Rua da Liberdade (Rua do Galo) 99-105, em Angra do Heroísmo, vende banheiras em todos os modelos, alguidares em chapa de zinco,. Lata para leite desde meio a 35 litros. Regadores, baldes e jarras em chapa zincada e lavatórios. 

6.1930- A Loja dos Panos de José Simões, à Rua da República (Rua da Sé) 75e77, tem sortido completo em panos crus e panos brancos.

7.1900- O estabelecimento de F. Augusto d’Avila, na Rua da Sé, 10, 12 e 14, acaba de receber relógios de prata e aço para algibeira, com corda para oito dias. E camisolas e ceroulas de pura lã a bons preços.

8.1956- A Mercearia Central (Mercearia, Líquidos, louças, vidros e alumínios) de António Simas de Almeida, à Praça Velha, freguesia dos Biscoitos (ilha Terceira) tem para venda  ferragens, vidraças, tintas e drogas – “as melhores marcas aos melhores preços”.

9. 1901- Realiza-se, às 11h30, na Igreja de S. Pedro da cidade de Angra do Heroísmo o casamento Sr.ª D. Maria Benedita Sieuve de Menezes Lemos e Carvalho de Sá Coutinho com o Dr. Manuel Victorino de Bettencourt, cerimónia presidida pelo reverendo Francisco da Costa Coelho.

10.1956- Casa São Pedro de Francisco Martins Baptista Bettencourt, ao Bairro de S. Pedro, freguesia dos Biscoitos (ilha Terceira) tem sortido completo em fazendas, artigos religiosos e Louças de porcelana de Sacavém, cutelarias e produtos de mercearia.

11.1960- A Ourivesaria Coimbra, na Rua Rainha D. Amélia (Rua do Galo), 39 e 41, tem em montra novidades em pratas, jóias e relógios.

12. 1832- O duque de Bragança dirige ao país, de bordo da fragata “Rainha de Portugal” o manifesto onde se lê o seguinte: 
“Ao contemplar que apesar dos maiores obstáculos de todo o género, a lealdade pôde salvar na Ilha Terceira (azilo e baluarte da liberdade portuguesa, já ilustrado em outras epochas da nossa história) os escassos meios, em que seus nobres defensores, não só tem conseguido desde ali juntar novamente ao domínio de minha Augusta Filha, as outras ilhas dos Açores, mas também reunir as forças com que hoje contamos, não posso deixar de reconhecer a protecção especial da divina Providencia.”

13. 1906- A Saboaria União Fabril Terceirense de João Bello de Moraes, fundada em 1893, na Ladeira Branca, ilha Terceira, tem à venda o Açoreano Fino, exclusivo desta fábrica

14.1900- O Centro da Guarita, 39 e 40, - Duas Bandeiras Verdes – vende bom vinho tinto do continente a 140 rs a garrafa.

15.1957- A Serragem, Carpintaria e Marcenaria Cruz de A.R. Salvador, à Rua General Carmona, 48, em Angra do Heroísmo, tem para entrega imediata “parquets”. 

16.1918- Morre o ilustre jorgense professor António de Sousa Hilário.

17.1918- A Loja do Pereira de Manuel Pereira dos Santos, na Rua de Lisboa, 105-107 (actual Rua Direita) em Angra do Heroísmo, “executa fatos para todos, ricos, pobres e remediados”. A direcção técnica está confiada a um hábil contra mestre de Lisboa devidamente habilitado.

18. 1937- O Dr. Forjaz Freitas abre o seu consultório na Rua Conselheiro Nicolau Anastácio de Bettencourt (em frente à Cozinha Económica Angrense), recebendo chamadas a qualquer hora na Pensão Continental, na Rua de Jesus (Angra do Heroísmo).

19. 1905- Alfredo de Mendonça & C.ª vende manteiga “Altares” em latas de 1/2 , 1, 5 e de 10 quilos 

20.1960- O Sr. Raul Aguiar, à Rua Infante D. Henrique, 76 e 78, em Angra do Heroísmo, tem para venda máquinas de costura, suecas, suíças e alemães. Recebe inscrições para cursos de corte, costura, bordar e tricotar.

21. 1944- A Casa Mixta de João Gonçalves Lopes Sucessores, ao Caminho do Concelho, na freguesia dos Biscoitos, concelho da Praia da Vitória, tem novidades me louças esmaltadas e faianças.

22- 1766- É celebrado um contrato com a mesa da Misericórdia d’Angra para fique erecta a Irmandade de N.ª Srª do Carmo, com a sua venerada imagem neste Templo. Acordo que termina a 17 de Março de 1804 

23. 1905- A Casa Minerva de Manuel de Sousa Ribeiro, à Rua Direita, 2 e 4 (junto à Igreja da Misericórdia) executa trabalhos de encadernação e impressão.

24. 1956- A “Adega dos Biscoitos” na Rua do 1º Conde de Sieuve de Meneses, Praia da Vitória vende por grosso e a retalho vinho da freguesia dos Biscoitos.

25. 1908- O "Ateliê" de gravura e fábrica de carimbos em borracha, madeira e metal, do Sr. João Garcia Gomes, na Rua Walter Bensaúde, 10, na cidade da Horta, concerta bicicletas.

26.1918- A fábrica de louça Progresso Angrense, com depósito na Rua de Santo Espírito, 84 e 86, em Angra do Heroísmo, faz bons descontos aos revendedores.

27.1900- A Mercearia do Povo, na Rua do Rego, 66, 70, vende bacalhau frescal de 1ª qualidade a 480 rs o quilo e bacalhau seco a 400 rs o quilo.

28.1836- A Horta é elevada à categoria de capital de distrito.

Fonte: Arquivos de José da Silva Maya, Álvaro de Castro Meneses e “Almanaque Açores”.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Livro "Luís Godinho Photography"


Se a natureza é sublime em suas massas, as fotografias do livro "Luís Godinho Photography" são minuciosas em seus detalhes, um legado precioso que o seu autor deixa aos amigos ...e aos amigos desconhecidos que há no mundo.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

“Cantar os Reis” como manda a tradição!



De 26 de Dezembro a 6 de Janeiro pp que o “Rancho dos Reis", do Grupo de Baile da Canção Regional Terceirense, percorreu a ilha Terceira tocando e cantando os Reis às portas de casas como manda a tradição!
Ontem foi a vez da nossa porta, saudando-nos e desejando-nos um Bom Ano.
 E o Menino mija…?



Muito obrigado  amigos! Igualmente para todos vós.


CANTAR OS REIS

“Nesta época Natalícia e, segundo os organizadores, para se cumprir a tradição, vão realizar-se um pouco por todo o país as “cantatas de reis”. Estes eventos anunciados para se realizarem em salões de festas de sociedades recreativas, pavilhões polivalentes, sedes de juntas de freguesia, ginásios das escolas, auditórios, etc. ou tão só em forma de desfile pelas ruas principais das freguesias, vilas ou cidades são, quanto a nós, mais uma a juntar a tantas outras formas de se acabar definitivamente com a verdadeira “tradição de cantar os reis”.
“Cantar os reis” tem, como qualquer outra actividade da cultura popular, um tempo, um espaço e uma função própria.
O tempo é este, em que se comemora o nascimento de Jesus e que vai desde 25 de Dezembro até 6 de Janeiro, tradicionalmente o dia de Reis. A importância deste dia conferiu-lhe, durante muitos anos, o estatuto de “dia Santo”, logo dia feriado. Em muitos países é ainda este o dia mais importante da celebração do Natal.
Nalgumas localidades o cíclo Natalício só termina a 2 de Fevereiro, dia dedicado à luz, às estrelas ou às candeias. Dia em que a liturgia Católica comemora Nossa Senhora das Candeias ou da Candelária. Tradicionalmente era também durante este período que se realizavam as matanças do porco. Assim os ranchos de Reis tanto saíam para cantar loas ao “menino Jesus” como para enaltecer os “toucinhos” de uma matança. As toadas com que o faziam eram em todo semelhantes na estrutura, embora com variantes melódicas para cada uma das funções.
Os espaços em que se movimentavam estes ranchos eram as casas dos amigos e dos familiares em visitas, quase sempre de surpresa, para provar a “mija do menino”, ou no caso das matanças, para se avaliar e comparar os predicados do “porco”. Daí que a função desta manifestação fosse essencialmente social.
E hoje? Não será possível continuar a tradição sem a desvirtuar nestes princípios? Claro que sim. É perfeitamente possível. É o que temos feito de há 15 anos a esta parte, de uma forma pioneira e que, felizmente, tem motivado o aparecimento de outros ranchos: continua a celebrar-se o Natal e a haver matanças do porco; continua a haver amigos e a realizarem-se visitas; apesar dos tempos, o homem continua a ser “animal” social. Assim a tradição, a verdadeira tradição, não está, aparentemente, em perigo de se perder. A não ser que os poderes percam por completo o juízo e teimem em continuar a “meter a foice em seara alheia”.
Do  Blogue Folkosfera, com a devida vénia.


“Os Três Reis” (vídeo) aqui