segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Percepção





Sou cacho!... após desfloração
da Videira e bem tratado;
N'um crescimento de estado,
período de maturação;
Há quem não tenha qualquer noção,
pretensões, negações, azares,
dois bagos, terra de bons ares,
de maduro a amolecer,
no seu lugar a apodrecer.
Quantos têm nos seus lugares?



Suco limpa o intestino
Com transpirada caganeira;
Fruto de viçosa Videira
Em vinho perde-se o tino;
Qualquer delas já com destino
Contribuições, grande imposto;
Despoluir o ar proposto,
Muito bem, paguem se quiserem,
Pois não, as retretes os querem
Por lei cada cu no seu posto.



Aos dois bagos estão mirando
Sobre derrames de um vulcão,
Bruta seiva e assimilação
A todos estou escutando;
E só alguns me estudando
Época, intrusos briosos;
Tempos e futuro nublosos,
Para trepar tudo vendendo
Do microclima dependendo
Castrados, dois bagos formosos.


Pedúnculo ou eixo central
Se separou e fez o pino,
Pisando deu vinho tão fino
Beberam, só a algum fez mal;
Não levem a mal, é Carnaval,
Recordando dois bagos pensei:
Entra o vinho sai nova lei,
Este cacho tem história.
Candidato à vitória:
"Na nova estação voltarei".

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