sexta-feira, 31 de maio de 2013

“Renascença Artística e Prática de Conservação e Restauro Arquitectónico em Portugal, durante a 1.ª República”

Um livro de autoria do Prof. Jorge Custódio

No próximo dia 5 de Junho de 2013, quarta-feira, pelas 18 horas, será apresentado na Escola das Artes da Universidade de Évora, o 2.º volume da obra Renascença Artística e Prática de Conservação e Restauro Arquitectónico em Portugal, durante a 1.ª República, volume denominado  Património da Nação, de autoria do Prof. Jorge Custódio.

Completa-se assim a edição desta obra, agora com o volume dedicado só à 1.ª República. A obra vai ter a apresentação do Professor Doutor Virgolino Jorge. A edição é da responsabilidade da Editora Caleidoscópio.

Esta a obra ainda será apresentada nos seguintes cidades e locais:

Santarém - dia 14 de Junho, pelas 18 horas, na Biblioteca Bernardo Santareno - apresentação pelo Prof. João Carlos Brigola

Coimbra - 3 de Julho, às 18 horas, no Museu Nacional Machado de Castro - apresentação pelo Prof. Francisco Pato Macedo

Tomar - dia 6 de Julho, pelas 15 horas, no Convento de Cristo - apresentação pela Prof.ª Raquel Henriques da Silva

Porto - em local, data a anunciar.

terça-feira, 28 de maio de 2013

A propósito de Natália…Entre linhas e letras


 Como já referimos aqui, o Instituto Açoriano de Cultura inaugurou no dia 24 de Maio pp, uma exposição de Luís Brum intitulada «A propósito de Natália…Entre linhas e letras».

Num ano em que, um pouco por todo o território nacional, se reverencia a memória de Natália Correia, não poderia o Instituto Açoriano de Cultura manter-se à margem dessa homenagem por demais merecida, onde justificadamente se reconhece a dimensão desta Açoriana que, das artes literárias à politica ativa, marcou claramente a sua época e as vindouras.

Como qualquer obra literária de vulto, a sua leitura e interpretação ao longo dos tempos permite a reinterpretação dos seus conteúdos, tornando possível a influência conceptual em áreas distintas desta, como as artes visuais de um modo geral e o desenho de um modo particular.


A exposição com que Luís Brum nos presenteia vem precisamente coincidir com o intento da homenagem, e recorrendo à sua linguagem conceptual que já se torna conhecida, “reescrevendo” Natália” a partir de um conjunto de cenários ficcionados, porém dolorosamente prováveis, onde personagens antropomórficas contextualizam leituras do passado com preocupações do presente, estabelecendo uma ponte geracional entre posturas contemporâneas.  

A materialização deste conjunto de desenhos, e a sua apresentação pública que agora se inicia, cria a obra do jovem e promissor artista Luís Brum, que em boa hora aceitou o convite que lhe endereçámos, relembrar outros (ou outra…) que lutando, pelo direito à construção do futuro, recorreram a “ferramentas culturais” que sempre se mostraram eficazes.

Sabendo que o futuro se constrói, é nossa obrigação participar responsavelmente e ativamente na sua discussão, para lapidar ideias e conceitos aparentemente dispensáveis, mas que realmente se tornam no aglutinante identitário de um povo.” Refere Paulo Vilela Raimundo, Presidente do Instituto Açoriano de Cultura, no catálogo da exposição.


Para Luís Brum “a exposição é uma viagem por um mundo a preto e branco em que o traço do autor converge com poesia e imagética de Natália Correia e outros autores, na caracterização de um universo próprio do autor, com elementos recorrentes de pretéritos antropomórficos. 
Neste mundo se confrontam realidades urbanas e insulares. A Natureza, como elemento gerador de vida num lugar retorcido em si mesmo, tornando-se o veículo para o sonho.”


segunda-feira, 27 de maio de 2013

O Senhor Espírito Santo (10)

O anterior

O Império do Espírito Santo e Joaquim de Fiore

“Nos Açores, terra de louvor ao Divino, em que circunstancias bastante tardias determinaram algum voltar de costas entre a hierarquia da igreja local e as Irmandades do Espírito Santo, a celebração das festividades em honra do mesmo, ainda há relativamente pouco tempo, não revestiam oposição entre poder instituído e religiosidade popular. 

Só muito recentemente, e por questões espúrias, essa oposição se marcou no terreno. Ainda no início do século XX, o Deão Reys Ficher, incorporado no cortejo da coroação do Espírito Santo dos Quatro Cantos, era quem, apoiado à sua bengala, transportava a Coroa para a Igreja da Sé.

Ver nas manifestações religiosas açorianas, por ocasião da celebração do Pentecostes, uma espécie de cadinho das oposições entre o poder instituído e vivencia religiosa popular, é uma violência histórica com objectivos não muito claros e consequências difíceis de prever. 

Juntar a estas interpretações leituras apressadas e deficientes de Joaquim de Fiore, só faz acrescentar o volume das incorrecções. De facto, nunca Joaquim de Fiore foi entendido pela hierarquia da Igreja como seu opositor. Nem ele próprio se entendeu como opositor da hierarquia eclesiástica. 

A única questão que parece ter havido em relação a tão ilustre religioso prende-se com a sua interpretação da Trindade. É verdade que o Concilio IV de Latrão corrigiu determinados aspectos da sua doutrina. È verdade que os seus ensinamentos do ritmo trinitário da história causaram graves problemas na primeira fase do franciscanismo. Mas aquele mesmo Concílio defendeu a sua integridade pessoal, comprovada pela carta escrita ao Papa Inocêncio III e pelo seu “Comentário ao Apocalipse” .
Entre os seus leitores e apreciadores conta-se o próprio Papa, que várias vezes o cita nos seus escritos.
Sempre submeteu o seu pensamento e as suas obras ao juízo da Sé de Roma. No “Comentário ao Apocalipse” expôs o motivo deste seu comportamento: se São Paulo “transmitiu os sues escritos aos apóstolos que o precediam, na dúvida de correr ou de ter corrido em vão (cf.GL 2,2), com maior razão eu, que nada sou, não desejo ser juiz de mim mesmo, mas deve sê-lo sobretudo o Sumo Pontífice, que julga todos e ele próprio não é julgado por ninguém”.

 Estas afirmações foram novamente na “Epístola do Prólogo”, que é considerada como o seu testamento.
Considerava também que a Bíblia devia ser lida em Igreja, não admitindo a livre interpretação. Assim, ele diz: “ acreditando integralmente naquilo que ela (Igreja) crê, aceitando as suas emendas tanto em relação à fé como no que diz respeito aos costumes, rejeitando o que ela nega, acolhendo aquilo que ela aceita”.
O seu amor pela pobreza não o renunciou da Cúria Romana e nível de fé. A distância aconteceu a nível da vivencia: “Admirava-me que um homem de tanta fama, cuja palavra era tão eficaz., trouxesse vestes tão vermelhas e usadas, parcialmente rotas nas franjas”, escreve o Arcebispo D. Luca de Casamari, seu contemporâneo.
Como todos os grandes espíritos, não esperou dogmas para viver a fé, praticar o amor e escolher alegremente o seu estilo de vida. Viveu a fé, praticou o amor e definiu a sua forma de existir com tal liberdade interior que sempre sentiu vontade e necessidade de se submeter ao alto juízo de Roma.
A maior liberdade é a que se consegue em relação a si mesmo."

JR

        Este escrito tem por base a carta do Cardeal Ângelo Sodano, Secretário de estado do Vaticano, ao Arcebispo de Cosença-Bisignaro, por ocasião da celebração do VIII centenário da morte de Joaquim de Fiore. 

No A União de 4 de Maio de 2002

Neste Blogue

UMA LEITURA DA FUNÇÃO-Por: Vasco Pereira da Costa (aqui)

UMA LEITURA DA FUNÇÃO (2) (clique aqui)




sábado, 25 de maio de 2013

O Senhor Espírito Santo (9)


Bandeira vermelha na construção dos tectos das casas

Freguesia de S. Bartolomeu dos Regatos- 14.09.2011

Segundo Frederico Lopes (João Ilhéu) no Ilha Terceira - Notas Etnográficas, “Terminada a construção do tecto, colocam bandeiras no cume. Primitivamente eram bandeiras “do Espírito Santo”, para que ficasse sob a protecção divina. Hoje são bandeiras vulgares, traduzindo o regozijo do dono da casa que também se manifesta pela oferta de vinho e às vezes jantar aos operários que trabalharam na construção.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

O Senhor Espírito Santo (8)


A Bandeira


“Como acessório da coroa há ainda a bandeira, vasto pano de damasco de seda vermelha, orlado de franjas de ouro tendo no centro de uma das faces uma coroa e no da outra uma pomba de asas abertas, sobre flamante resplendor, tudo bordado a ouro, assim como as flores que ornamentam os cantos de ambos os lados. Há na verdade bandeiras mais modestas, principalmente nos impérios do campo, mas os da cidade primam por terem magníficas bandeiras de um trabalho artístico de grande mérito.
A bandeira está presa a uma haste cilíndrica de boa madeira envernizada, tendo na parte superior um globo de prata sobre o qual poisa uma pomba do mesmo metal, de asas abertas.”

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Compilação da Imprensa (37)


Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos

Carregue na imagem para ler
(…)
Entronizada a 23 de Maio do corrente ano, encetou já uma luta difícil com as autoridades locais e regionais, para preservar a principal zona de produção de Verdelho, na freguesia dos Biscoitos como paisagem Protegida.
Os 18 confrades fundadores de uma das mais recentes confrarias nacionais, estão empenhados, desta forma, em salvar um importante legado económico e cultural.
(…) Nasceu para defender, prestigiar, valorizar, promover e divulgar o Vinho de Verdelho dos Biscoitos e todo o vinho de qualidade da Região Autónoma dos Açores.
(…) 

In Revista “O Escanção”Out./Nov./Dez.1993.



Outras "Parras" :

Planta da Freguesia dos Biscoitos (ano 1830) aqui

Plantas Vasculares nas Vinhas dos Biscoitos (ano 1971) aqui.

"A vinha perde-se e a população nada ganha" (ano 1994) aqui.

"Região de Biscoitos, nos Açores - Casas em vez de vinhas" - Santos Mota (ano 1994) - aqui.

"Biscoitos: que futuro? "-José Aurélio Almeida (ano 1996) - aqui.

"As Vinha dos Biscoitos" -Bailinho de Carnaval da Freguesia das Fontinhas. (ano 1997) aqui.

"Uma virada nos Biscoitos"(Açores)- (ano 1998) aqui.

O viticultor açoriano está envelhecido (ano 1998/99) aqui

“Provedor de Justiça dá razão à Confraria” (ano 1999) aqui.

“Museologia de Interpretação da Paisagem Ecomuseu dos Biscoitos, da ilha Terceira” - por Fernando Santos Pessoa (ano de 2001) aqui.

"Carta de risco geológico da Terceira" (ano ano 2001) aqui.

"Paisagem Báquica - Memória e Identidade" - Aurora Carapinha (ano 2001) aqui.

“A Paisagem Açoriana dos Biscoitos” - por Gonçalo Ribeiro Telles (ano 2002) aqui.

"Fadiga sensorial" (ano 2007) aqui.

"Defender curraletas!" (ano 2007) aqui.

"Tutores" (ano 2007) aqui.

"Rememorando as origens dos Biscoitos nos séculos XV e XVI"- por Rute Dias Gregório (ano 2008) aquiaqui e aqui.

“A Vinha, o Vinho dos Biscoitos e o Turismo” - por Margarida Pessoa Pires (ano 2009) aqui.

Biscoitos de Lava para os “sete magníficos” (ano 2011) aqui

Produtores engarrafadores e produção de vinho nos Biscoitos em 2012-  Aqui