sábado, 29 de dezembro de 2012

OITO ANOS NA BASE AÉREA DAS LAJES

ILHA TERCEIRA (2)




Casa 238 no Bairro de sargentos, familiares de visita e amigos

O Navega, como todos lhe chamavam, era uma pessoa muito sociável, que com facilidade arranjava amigos por onde passava, sempre disponível, para ajudar quem precisava e também, sempre pronto para uma boa patuscada, um bom convívio… 

O Sr. Manelinho Brum era um grande amigo do meu pai, viveram muitos momentos de convívio com as famílias, quer em casa, quer ao fim de semana e quando o tempo o permitia, na Calheta dos Biscoitos. O Sr. Manelinho era primo do Sr. Luís Brum.

Adega do Professor Gaspar Lima, nos Biscoitos - Na Calheta dos Biscoitos, com o Sr. Manelinho e família.

Nos tempos livres gostava muito de ir à caça aos coelhos, perdizes, pombos bravos, codornizes…, sempre acompanhado pelo seu perdigueiro negro, o “Pirata”, conforme documentam fotografias da época.

Caçando coelhos nos cerrados



O tiro aos pratos era também um passatempo de que muito gostava.

Campo de Jogos de Angra do Heroísmo

Continua

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

OITO ANOS NA BASE AÉREA DAS LAJES

ILHA TERCEIRA


 Por: Luísa Navega
Como surgiram estas notas:

A elaboração das notas, a seguir, sobre o meu pai, que permaneceu em serviço na Base Aérea das Lajes durante oito anos, foi-me sugerida pelo senhor Luís Brum.


A família Brum, tem para mim um significado muito especial, pois se não fosse a simpatia, a simplicidade, a sensibilidade das pessoas boas, eu não poderia ter realizado um dos sonhos da minha vida, conhecer a Base Aérea das Lajes, onde nasci e vivi até aos dois anos de idade. Foi através da família Brum que conheci o senhor capitão Jorge Forte e o sonho tornou-se realidade, no dia 7 Junho de 2007!

As notas que se seguem foram elaboradas por mim, a filha mais nova, que vivo em Pombal, no Continente, sou casada, tenho dois filhos, o Pedro de 26 anos e o Tiago de 21 e sou educadora de infância. 
Desde criança que recordo, com frequência, uma quadra que estava inscrita numa caneca por onde bebia o leite:

As nove ilhas dos Açores
São nove pérolas do mar,
Nove jóias, nove flores,
Nove estrelas a brilhar.

Nota: As fotografias e outros documentos aqui apresentados estão em meu poder e da minha mãe.


NOTAS BIOGRÁFICAS

 O meu pai, Fernando Joaquim Navega dos Santos, era filho de Deolinda Pinheiro Navega e Joaquim Moreira dos Santos, nasceu em Amarante a 7 de Março de 1921 e faleceu em Lisboa a 27 de Dezembro de 1989. (Por curiosidade, o meu avô paterno foi militar da arma de Artilharia e na década de 20 do século passado, esteve a cumprir serviço em Angra do Heroísmo).

Entretanto como jovem que era e piloto, era muito frequentador dos bailes, dos arredores da Base Aérea de Tancos, onde tinha sido colocado, sem ser grande dançarino, mas grande mestre das acrobacias aéreas para impressionar as jovens ribatejanas…

Foi na pequena aldeia de Montalvo, concelho de Constância, distrito de Santarém, que namorou e casou a 1 de Junho de 1946, com a minha mãe, Júlia Morais Lourenço Navega dos Santos, que felizmente ainda está muito bem, com os seus 83 anos e que me transmitiu muitas informações para elaborar este pequeno documento. 

A 22 de Dezembro de 1948, já casado e com a filha mais velha chamada Deolinda, como a avó paterna e que nasceu em Constância a 12 de Fevereiro de 1947, foi transferido para a Base Aérea nº 4 nas Lajes, onde iniciou uma nova etapa da vida.


No bairro Oeste (ao fundo a casa preta, a dos pára-quedistas americanos)

Ao chegar à B. A. 4 foi instalado com a família no Bairro Oeste, dos Bidões, onde mudou várias vezes, sempre para melhor (ainda é prática hoje, conforme informação do capitão Jorge Forte), até que foi construído o bairro de sargentos, para onde depois se mudaram, para a casa nº238, que era mesmo ao lado do cinema, que hoje (infelizmente) já não existe.

Continua



sábado, 15 de dezembro de 2012

VINHO DOS BISCOITOS

Casa Agrícola Brum



"O Museu do Vinho dos Biscoitos, da Casa Agrícola Brum, na ilha Terceira, é uma homenagem à casta Verdelho, da qual resultam excelentes brancos de mesa e licorosos."

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Imposto sobre as mulheres casadas


“Um dia, em certa cidade americana, apareceu publicado no boletim official de um decreto da municipalidade lançando um imposto sobre as mulheres casadas.
Imagine-se o terrível effeito que isto produziu!
Se a indignação foi grande entre as casadas, maior foi ainda entre as solteiras, porque viram, por tal forma, gravemente compromettido o êxito das suas pretenções ao matrimónio.
Depois de um ruidoso comício, dirigiu-se o mulherio á municipalidade protestando clamorosamente contra a odiosa medida.
Alli, porém, a indignação cahiu por terra e se converteu em hilaridade, desde que lhes foi explicado que tudo se reduzia a um simples erro typografico.
No jornal saira Wives (mulheres casadas) em vez de Wines (vinhos).”

In “Novo Almanach de Lembranças Luso-Brasileiro para o ano de 1998” e na Revista Verdelho nº 8 ano 2003.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Compilação da Imprensa (32)


“Tendo em vista a certificação da qualidade dos vinhos produzidos na Região e a promoção dos vitivinicultores açorianos, a Comissão Vitivinícola Regional (CVR) vai lançar este mês, para publicação, uma Portaria que irá certificar a qualidade do vinho de mesa “Donatário”, da Casa Agrícola Brum (Biscoitos).”

Certificação de vinhos

“Donatário” com selo de qualidade

In DI – Diário Insular de 5 de Fevereiro de 2003




Clique na imagem para ler



“VINHO DOS AÇORES COM NOTA ALTA"
In "O Escanção" nº 80- "Vinhos & Comidas", página 16 aqui


Outras "Parras" :

Biscoitos de Lava para os “sete magníficos” (ano 2011) aqui

Planta da Freguesia dos Biscoitos (ano 1830) aqui

Plantas Vasculares nas Vinhas dos Biscoitos (ano 1971) aqui.

"A vinha perde-se e a população nada ganha" (ano 1994) aqui.

"Região de Biscoitos, nos Açores - Casas em vez de vinhas" - Santos Mota (ano 1994) - aqui.

"Biscoitos: que futuro? "-José Aurélio Almeida (ano 1996) - aqui.

"As Vinha dos Biscoitos" -Bailinho de Carnaval da Freguesia das Fontinhas. (ano 1997) aqui.

"Uma virada nos Biscoitos"(Açores)- (ano 1998) aqui.

O viticultor açoriano está envelhecido (ano 1998/99) aqui

“Provedor de Justiça dá razão à Confraria” (ano 1999) aqui.

“Museologia de Interpretação da Paisagem Ecomuseu dos Biscoitos, da ilha Terceira” - por Fernando Santos Pessoa (ano de 2001) aqui.

"Carta de risco geológico da Terceira" (ano ano 2001) aqui.

"Paisagem Báquica - Memória e Identidade" - Aurora Carapinha (ano 2001) aqui.

“A Paisagem Açoriana dos Biscoitos” - por Gonçalo Ribeiro Telles (ano 2002) aqui.

"Fadiga sensorial" (ano 2007) aqui.

"Defender curraletas!" (ano 2007) aqui.

"Tutores" (ano 2007) aqui.

"Rememorando as origens dos Biscoitos nos séculos XV e XVI"- por Rute Dias Gregório (ano 2008) aquiaqui e aqui.

“A Vinha, o Vinho dos Biscoitos e o Turismo” - por Margarida Pessoa Pires (ano 2009) aqui.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Rótulos (3)



Proprietário vitivinicultor:  Dr. João da Cunha Vasconcelos
(chegou a produzir 122 pipas de vinho)
n. Praia da ilha Graciosa 26.10.1894
m. Angra do Heroísmo 03.09. 1981
Rótulo:  13,2 cm x 9, cm
Colecção:  Luís Brum

O rótulo é pode dizer-se o bilhete de identidade de todo o vinho bem nascido, criado e lançado no mercado para proveito e deleite dos consumidores, segundo definição Dr. Oliveira Figueiredo.