quinta-feira, 31 de maio de 2012

Feira Nacional de Agricultura

3º Encontro de Confrarias Enófilas e Gastronómicas



   2 de Junho de 2012


10h00 Horas   -  Concentração na porta principal do CNEMA
                             
11h00 Horas  -   Boas vindas e uma comunicação seguida de debate Sobre “ OS PRODUTOS PORTUGUESES E A SUA RELAÇÃO COM A  AUTENTICIDADE DA COZINHA  TRADICIONAL  PORTUGUESA”.

12h00 Horas  -  Inauguração e visita ao Pavilhão Prazer de Provar c/animação

13h30 Horas  -  Almoço no Recinto da Feira ( Restaurante Taberna do Quinzena)


Touradas à corda na Ilha Terceira – Junho 2012



Carregue na imagem para ler


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Celebrity Eclipse no Tejo



O navio de cruzeiros Celebrity Eclipse zarpando de Lisboa no passado dia 23 de Maio.

terça-feira, 29 de maio de 2012

VIAGEM DA SAUDADE.mpg



Maria Azevedo visita a Terceira, amigos do Grupo Coral da Igreja Conceição e outros amigos!

Publicado em 15/05/2012 por MrFernandodacosta

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Festas do Espírito Santo (10)


Biscoitos, Domingo de Pentecostes (27.05.2012)


O BODO É OUTRO "VOTO"

Domingo, 27 de Maio, dia de Pentecostes, «dia de bodo» para o povo açoriano... E logo a 2ª feira do Espírito Santo, o «dia da Pombinha» – como lhe chamam em S. Miguel, donde a RTP-A se esforça por generalizá-lo a todo o arquipélago – feriado regional por diploma parlamentar de 21 de Agosto de 1980, cuja génese, se bem me lembro, até foi algo trabalhosa... Passado ultimamente a designar-se Dia da Região Autónoma dos Açores, a sua celebração anual tem, nesta perspectiva, rituais que, à nossa pequena escala, ecoam bastante do 10 de Junho português. Este ano vai a coisa acontecer na Povoação, com um programa cívico-gastronómico no dia 28 precedido de eventos locais a 25, 26 e 27. E no fim-de-semana seguinte (31 de Maio a 3 de Junho) decorrerá, numa iniciativa da Direcção Regional das Comunidades e desta vez em Angra, o 5º «Congresso Internacional sobre as Festas do Divino Espírito Santo». Tamanha concentração político-cultural traz-me à mente, por inevitável, a íntima relação dela com as «grandes festas do Espírito Santo», mais ou menos oficialmente promovidas e apoiadas aqui e do outro lado do Atlântico e até o hino do Espírito Santo cantado trinta e tantos anos atrás em reuniões e manifestações da Frente de Libertação dos Açores. Correndo tudo isto a par, se não em sobreposição, das autênticas e seculares celebrações do culto ao Divino, é difícil não ver aí um apetite político de usar a Cultura, e logo na parte dela que mais fundo toca as pessoas – a Religião – num parasitismo que, aliás, está longe de ser só de agora.
(...)

Publicado no dia 26 de Maio de 2012, por Álvaro Monjardino na A União

domingo, 27 de maio de 2012

Festas do Espírito Santo (9)


 Biscoitos Domingo de Pentecostes (27.05.2012)

Domingo de Pentecostes 

A Festa Judaica do Pentecostes, tipicamente das colheitas agrícolas do trigo (êxodo 23, 16), há cerca de dois mil anos transformou-se em dia do nascimento da Igreja, pelo “sopro de um forte vendaval” e as línguas de fogo, que se espalharam e foram poisar sobre cada um deles” ( Actos 2). As “armações de ramadas”, que nos adros das ermidas se montavam, trazem-nos um cheirinho hebraico da Festa das Tendas (Números 28 -29).
Com o cultivo dos cereais abandonado, e os braços dos que cultivavam a terra emigrados. E os bois desensinados do uso da canga, atrelada ao timão dos arados, no amanho das terras e dos “carros de bois”. Só que com o declínio do mundo rural, nestas ilhas a necessidade inata de gerações de celebrar os louvores do Divino Espírito Santo, supera todas as carências para que nos nossos dias nada falte, sobretudo aos mais velhos.
Nem a farinha das hóstias que os comungantes nas Missas, mesmo as de “coroação” é produzida nas nossas terras, feitas pasto, ou baldios à espera de melhor sorte. Os famintos é que estão a aumentar, tanto os de estômagos vazios e cintos apertados, como os carentes de uma fé viva, que os faça discípulos, mesmo nas adversidades da vida.


Tempos idos em que “pão alvo”, carne e vinho, só mesmo em dias de império, cujas copeiras abriam as portas a todos, mesmo aos que mal se benziam. As fomes não têm fé. Mas a Fé dos Cristãos, nascidos na Descida do Espírito Santo, não se pode ficar pelos templos, mas descer à partilha fraterna, com os irmãos mais carenciados de sempre.
Tempo oportuno, para olhar com esperança e gestos de amor, a maneira como se fazem as funções e bodos, por essas ilhas adiante. As funções e bodos não são para bajular quem quer  que seja. Mas para louvar o Divino Espírito Santo, nos velhos mendigos de sempre. Não apenas à mesa da Rainha Santa Isabel, mas na Igreja que somos e temos. Viva o Espírito Santo!

Publicado no dia 24 de Maio de 2012, por Francisco Dolores no A União

Festas do Espírito Santo (8)



Divino Espírito Santo – Padroeiro dos Habitantes da Ilha do Faial


Império dos Nobres - Rua da Misericórdia – actual Rua D. Pedro IV. 

Todos os anos, pelo Pentecostes, a Câmara Municipal da Cidade da Horta, cumpre o voto do Povo da Ilha Faial, realizando as solenes Festas do Espírito Santo, na sequência da grande erupção vulcânica de 24 de Abril de 1672, entre a Praia do Norte e o Capelo (Cabeço do Fogo), dando origem ao Império dos Nobres.

 “ (…) tomando todos os moradores d’esta ilha para seu protector e padroeiro della immemoravel o mesmo Divino Espírito Santo” (…) in auto da Câmara de Villa da Horta, de 18 de Maio de 1672.


Perante esta realidade que, ao fim e ao cabo, é de certo modo desconhecida do grande público faialense e porque as festas são, indubitavelmente, as mais marcantes na idiossincrasia destas gentes e as que maior número de participantes congregam, em todos os locais e freguesias da ilha, atrever-nos-íamos a deixar um alvitre:

Qual a razão se não aproveitar esta facto, celebrado dentro desta quadra o “Feriado Municipal” deste concelho?
Sendo certo que a Assembleia Legislativa Regional dos Açores consagrou como Feriado Regional” (Dia da Região) a segunda-feira do Espírito Santo, no que, em nosso entender, revelou uma elevada sensibilidade politica perante o sentir de toda uma população açoriana, faria todo o sentido que o dia seguinte, Terça-Feira do Espírito Santo, fosse o “Feriado Municipal” do concelho da Horta, por sinal o único desta ilha do Faial.
Se atendermos a que nesse dia ainda, em quase todas as suas freguesias rurais, se realizam “Impérios” e que quase todas as entidades patronais faialenses concedem tolerância de ponto aos funcionários do período após o almoço daquele dia;
Considerando também que esse dia tem, consequentemente, maior significado que o actual feriado (24 de Junho), dia de S. João, o qual nem assinala a data da passagem a Vila, que se desconhece, nem coincide com a passagem a cidade (4 de Julho de 1833).

In Maria de Lemos – “O Culto do Espírito Santo - sua práticas na ilha do Faial”, p.85 - FaiAlentejo 2007