quarta-feira, 9 de maio de 2012

Festas do Espírito Santo (5)


Biscoitos – 4º Domingo do Espírito Santo

O papel da mulher no desempenho de papéis oficiais do Culto do Espírito Santo distingue-se radicalmente da posição da mulher em funções semelhantes na Igreja estabelecida. É por demais conhecida a atitude discriminatória da Igreja Católica, em relação à possibilidade de permitir à mulher assumir os mesmos papéis do homem, no desempenho dos ofícios.
O mesmo não acontece no Culto do Espírito Santo, onde a mulher tem uma posição de igualdade de direitos em relação ao homem. É ela que transporta alguns objectos sagrados (como as Coroas, salvas, etc.) nos cortejos, podendo desempenhar o papel de “Imperador”, ou promotor e responsável pelo ritual principal, sempre que o queira.”
 In Antonieta Costa – “O Culto do Espírito Santo” – Ésquilo - 1º Edição - Maio de 2008.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Dois resistentes Moinhos


Victor Cardoso*

TEIMOSAMENTE SÓLIDOS CONTRA O DESLEIXO DE ALGUNS VENTOS:

Dois resistentes Moinhos que devem merecer nota alta e exemplar, com vista a uma mudança de atitude no objecto do resgate e recuperação, de outros tantos que ainda resistem, mas que em ruínas se vão perdendo nas ilhas.
Os Moinhos de Vento, outrora duplos símbolos de uma identidade muito nossa, onde a excepção poderá se ter verificado apenas na mais ocidental ilha “europeia”- por razões geográficas. Efectivamente desde o povoamento nas ilhas, a importância da edificação de um sistema que permitisse a farinação de cereais, foi preocupação dos donatários, tendo cabido mesmo a Álvaro Martins Homem - Terceira, a construção das primeiras azenhas, aproveitando os ricos caudais das ribeiras – casos da Ribeira dos Moinhos; Arrabalde da Vila; Quatro Ribeiras e Ribeira de Agualva. 
Na ilha Terceira, o primeiro Moinho de Vento, segundo as fontes, poderá ter sido construído no povoado da Fonte do Bastardo, seguindo-se o da Vila de São Sebastião – Pico da Forca e depois os periféricos à cintura da então Vila da Praia, depois da vitória, hoje cidade. Com toda a naturalidade se devem ter seguido os que foram construídos na zona norte: Biscoitos; Raminho; Serreta e Doze Ribeiras, dadas as características de ventos predominantes.
Essa duplicidade e natureza identitária - primeiro pela necessidade directa de garantir meios de subsistência alimentar aos habitantes, tirando-se ainda também todo o partido, crucial, da sua valência económica – usando-se a energia limpa dos ventos. Depois pela marcante presença física, enquanto património edificado e caracterizador da nossa paisagem, que de forma sublinhada, devendo-se dar eco de tão preponderante elemento que nos caracterizava.
Os Moinhos de Vento têm vindo nesta data – 7 de Maio, a merecer distinta atenção, com incidência anual, comemorando-se o Dia Nacional dos Moinhos – moinhos abertos. 
Nesta ilha, esse evento, é associado, numa iniciativa da Escola Básica IB dos Biscoitos, que lhe tem dedicado especial atenção, abrindo o seu Moinho, localizado na Ponta-Negra – freguesia dos Biscoitos, à população, organizando um bem elaborado manifesto de realizações programáticas que o valoriza e o distingue – o moinho é parte integrante das suas infraestruturas físicas. 

Outro Moinho que não podemos ficar indiferentes é o que é propriedade do Grupo Folclórico das Doze Ribeiras – freguesia das Doze Ribeiras, quer pela beleza do seu enquadramento paisagístico – com a serra de Santa Bárbara ao fundo, mas também por nos testemunhar o cuidado posto na sua conservação – pelos seus legítimos possuidores.
Das suas Tipologias:

Moinho de Vento da Ponta-Negra – Biscoitos

 Moinho Giratório de Madeira - Moinho mecânico, visto ter sofrido algumas alterações, podendo ter sido mesmo, inicialmente um moinho fixo de pedra do tipo holandês, semelhante ao que existiu na canada do moinho, neste mesmo povoado dos Biscoitos. É composto por dois corpos que lhes estão sobrepostos: A base – corpo inferior, onde comporta todo o sistema da moenda, é de alvenaria de pedra, caiada e em forma tronco-cónica, com uma pequena vizinhança (espaço exterior envolvente e pertença do moinho). Toda a estrutura do corpo superior é em madeira – em forma tronco-piramidal, assim como o rabo de orientação. Possui uma hélice de quatro pás, recentemente restaurada, substituindo o antigo velame. Anexo ao corpo inferior, foi construído um compartimento para alojar o motor. Existe nesta freguesia outra unidade idêntica, na Canada do Mistério – em ruínas.

Moinho de Vento do Grupo Folclórico – Doze Ribeiras


Trata-se também de um Moinho Giratório de Madeira (MGM). Muito naturalmente descende dos primeiros moinhos de poste do século XII – XII (Bélgica - Holanda) – Inicialmente o poste era enterrado no solo, tendo depois sido reforçado com a inclusão de um tripé de madeira, que tinha como função escorar melhor a casota que comportava todo o sistema de moagem. No caso presente deste moinho terceirense, o poste está protegido por uma base redonda – um pedestal maciço de pedra. É no espigão central que está fixa e roda a casota do moinho, esta, em madeira e com forma octogonal, cujo diâmetro é praticamente equivalente ao do próprio pedestal. O sistema de velame é constituído por 8 velas. É o único sobrevivente na freguesia.
Como nota final, ao nos associarmos, uma vez mais a tão importante registo, que dá notoriedade a tão notável elemento que identifica o nosso Património Cultural, deixamos votos para que 2013 traga-nos efectivamente “novos ventos”, no sentido de se reverter a actual passividade e cumplicidade, de quem deve e pode fazer mais e melhor pelos Moinhos destas Ilhas, o mesmo será dizer, que cuide da nossa Cultura com prontidão, energia e sobretudo saber!

*Investigador

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Terras Sem Sombra

Festival de Música do Baixo Alentejo



quarta-feira, 2 de maio de 2012

terça-feira, 1 de maio de 2012

Festas do Espírito Santo (4)


Biscoitos, 3º Domingo do Espírito Santo

"Não é de estranhar que a assimilação na religiosidade popular das gentes, tenha inquietado poderes instituídos, acomodados aos situacionismos de ocasião. Aqui, nos Açores, mercê de uma evangelização franciscana, nos primórdios do Povoamento, ficou bem selada no coração das pessoas a importância da acção do Espírito Santo na vida das comunidades.
Oração, Partilha e Alegria fraternas, são a marca de registo, experimentada, com maior ou menor intensidade em cada uma das Ilhas, e nas Comunidades da Diáspora, onde predominam os emigrantes açorianos." Ler mais no A União

Efemérides açorianas – Maio (4)


S. Carlos - Angra do Heroísmo
Ricardo Jorge Mendes da Rosa ladeado pelos confrades fundadores da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos, Luís Brum e Jorge Belerique

1- 1808- As lavas da erupção vulcânica destroem a igreja na Urzelina, ilha de S. Jorge.

2. 1976- O Secretário de Estado do Trabalho Dr. Marcelo Curto efectua uma viagem de trabalho ao Distrito de Angra do Heroísmo.

3. 1976- Começam as obras de remodelação da Mercado do Peixe em Angra do Heroísmo, com a instalação de sistema de refrigeração e congelamento.

4. 1971- A Academia Musical da Ilha Terceira promove na Fanfarra Operária um Concerto de Canto e Piano por Helena Pina Manique, Olga Prats e Hugo Casaes.

5. 1931- É fundada na ilha de São Jorge a Cooperativa de Leitaria das Manadas. 

6.1973- Realiza-se a Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem, no Corpo Santo, em Angra do Heroísmo.

7. 1902- Chega, a Angra do Heroísmo, a bordo do vapor “Peninsular” o poeta Fernando Pessoa.

8. 1999- É inaugurado o Império do Rossio, na freguesia de Santa Cruz da Praia da Vitória.

9. 1840- Nasce na freguesia de Santa Bárbara, concelho de Angra do Heroísmo, José Mendes de Sousa. 

10. 1999- É inaugurada a Escola de Santa Bárbara, concelho de Angra do Heroísmo, após obras de recuperação e ampliação, orçadas em 31 mil contos.

11. 1978- É inaugurado na Vila de Santa Cruz, ilha Graciosa, o busto do Dr. Manuel Gregório.

12. 2007- Falece em Angra do Heroísmo o Açoriano Ricardo Jorge Mendes da Rosa.


13. 1968- É celebrada, em Ponta Delgada, a escritura de constituição da Sociedade Açoreana de Armazenagem de Gás.


14. 1961- Integrado nos Festejos do Império do Outeiro da cidade de Angra, realiza-se a Mudança da Coroa para Império.

15. 1973- Encontra-se no porto da Horta o navio oceanográfico da armada francesa “D’Entrecasteaux”.

16. 1845- Zarpa do Porto da Horta o “Avon”, de nacionalidade inglesa.

17. 1971- Encontra-se atracado ao Porto das Pipas, em Angra do Heroísmo, o iate de bandeira do Panamá “Saint – Papa”.

18.2007- Realiza-se nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo a cerimónia de baptismo do navio “Corvo”.

19. 1906- Nasce em Ponta Delgada o Eng.º José Honorato Gago da Câmara de Medeiros.

20. 1973- Abre na Galeria Degrau, à Travessa do Cotovelo, freguesia de S. Pedro, em Angra do Heroísmo, uma exposição de gravuras pertencentes à sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses.

21. 1975- Realiza-se, em Angra do Heroísmo, uma bezerrada com pezinho integrada nas Festas do Império dos Quatro Cantos

22. 1973- Comemora-se em Angra do Heroísmo o 356º aniversário do mártir açoriano Beato João Baptista Machado, festa anualmente promovida pela Junta Geral do Distrito. 

23.1993- Realiza-se no Palácio dos Capitães Generais em Angra do Heroísmo, a cerimónia de entronização dos Confrades Fundadores da Confraria do Vinho Verdelho dos Biscoitos

24. 1973- A “Fanfarra Operária Gago Coutinho e Sacadura Cabral” actua no Jardim Duque da Terceira.

25. 1973- Actuam no Ginásio do Liceu da Horta os grupos corais do Ciclo Preparatório, do Liceu e da Escola do Magistério daquela cidade.

26. 1973- O Clube Musical Angrense celebra o 105º aniversário da sua fundação.

27. 1933. Falece no Hospital de Santo Espírito, em Angra do Heroísmo, o Padre José Martins Simas, pároco da freguesia das Fontinhas.

28. 1975- O Governador do Distrito de Angra do Heroísmo, para além das oitenta touradas “tradicionais”, só concede licença para touradas à corda aos, sábados, domingos e feriados.


30.1973- Dá entrada no porto da Praia da Vitória o navio-escola alemão “Deutschland”.

31. 1973- É oficialmente inaugurada, em Angra do Heroísmo, a “Albergaria Cruzeiro”. Esta unidade hoteleira está implantada no sítio onde existiu a casa da primeira médica terceirense – Maria Teodora Pimentel – que a doou ao Albergue Distrital. 

Efemérides açorianas Maio
Efemérides açorianas Maio (2)
Efemérides açorianas Maio (3)


Provérbios: Maio